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4ª Conferência de Políticas Públicas para Mulheres rechaça impeachment

11/05/2016 às 17:15, por Renata Bars.

Evento acontece em Brasília e reúne mulheres de todo país até a próxima sexta

Mais de 4 mil mulheres de todo país estão reunidas na 4ª Conferência de Políticas Públicas para Mulheres (CNPM) que acontece em Brasília até a próxima sexta-feira (13) para discutir a promoção de direitos, participação e poder feminino. A abertura ocorreu na última terça (10) e foi marcada pelo temor de retrocesso e o repúdio ao processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

”A abertura foi grandiosa e mostrou que nossa ideia é debater para além das políticas públicas os nossos desafios como mulheres nesse novo ciclo da história do Brasil. As mulheres estão também resistindo ao golpe”, falou a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes.

As mulheres presentes na abertura da conferência mostraram receio quanto ao desmonte e enfraquecimento das políticas de apoio ao sexo feminino. Em entrevista ao Portal Brasil, Cleide Silva, doméstica e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos de Nova Iguaçú (RJ), acredita que retrocessos virão com a possível mudança de governo.

”Vamos perder nossos direitos conquistados. Tenho certeza que se não fosse Dilma, mulher, trabalhadora, a PEC das Domésticas não teria passado”, enfatizou.

A 4ª Conferência Nacional de Política para Mulheres discute neste ano o tema “Mais Direitos, Mais Poder e Mais Participação para Mulheres”.

Camila lembra que este é um espaço para debater emancipação das mulheres. ” Hoje cada vez mais mulheres ocupam espaços de poder e cada vez mais as mulheres percebem que podem ter direitos não somente pelos seu corpos, mas também pelas suas tantas outras decisões na sociedade”, disse.

A secretária especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Eleonora Menicucci, afirmou que avanços não ocorrerão sem que haja ação e organização.

“Nossa mobilização é por mais poder, mais direitos e mais participação. Não iremos conseguir isso sem uma frente democrática”, disse a secretária.

Também presente na abertura, a presidenta Dilma Rousseff se emocionou ao dizer que resiste aos atuais ataques por ser mulher. ”Uma parte muito importante da minha capacidade de resistir decorre do fato de eu ser mulher, mas além disso decorre do fato de eu ter plena consciência que eu tenho de honrar as mulheres do nosso país”, destacou.

MARCHA contra o impeachment

Na tarde desta quarta (11) as mulheres participantes da conferência seguem em marcha até o Senado Federal, onde ocorre a deliberação sobre o juízo de admissibilidade do processo de impeachment para, unidas, mostrarem novamente a resistência contra o golpe.

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