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#ELENÃO: Mulheres dão resposta ao atraso e preconceito

01/10/2018 às 15:27, por Renata Bars Foto: Liz Filardi (Cuca da UNE).


Mobilizações contra a candidatura de Jair Bolsonaro em todo país mostraram a força feminista contra o machismo

As manifestações intituladas ”#EleNão” contra o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) lideradas por mulheres que mobilizaram diversas cidades do país e do mundo no último sábado (29) deram uma resposta ao discurso machista e autoritário propagado por ele e seus apoiadores. Expressivo e simbólico, o movimento deve reforçar a resistência democrática nesta última semana rumo ao primeiro turno das eleições 2018.

Em São Paulo, o ”#EleNão” levou cerca de 500 mil pessoas ao Largo da Batata, no Rio de Janeiro uma multidão ocupou a Cinelândia. Concentrações significativas ocorreram também em Belo Horizonte, Porto Alegre, Maceió, Salvador, Fortaleza, Brasília e tantas outras cidades do país e do mundo.

Presente na manifestação paulista, a presidenta da UNE Marianna Dias afirmou que Bolsonaro não é alternativa para quem deseja um Brasil melhor. ”Ele não porque não queremos que mulheres ganhem menos que homens, não queremos homofobia, não queremos racismo . Estamos em defesa do amor e da liberdade, por isso, ele não”, reiterou.

Nas redes sociais a candidata à vice-presidente de Fernando Haddad, Manuela D’Ávila comemorou o protagonismo feminista nas ruas. ”Ele não reconhece a democracia e os nossos direitos. As mulheres deram a sua resposta ocupando as ruas de todo o Brasil”, declarou.

”As mulheres ocuparam as ruas e não vão deixar o Brasil retroceder”, afirmou Sonia Guajajara, candidata a vice de Guilherme Boulos (Psol).

As mobilizações do último sábado revelaram que assim como apontam as pesquisas de opinião, o voto feminino pode decidir o pleito deste ano.

Segundo o Instituto Datafolha (dados de 28 de setembro) se dependesse dos homens, Bolsonaro sairia do primeiro turno isolado no primeiro lugar. O ex-capitão do Exército tem 37% da intenção de voto deles. Já se dependesse das mulheres, Bolsonaro terminaria empatado com Fernando Haddad. Entre elas, o militar tem 21%, contra 22% do candidato do PT.

Na rejeição ao candidato elas também lideram. Ainda segundo o Datafolha, 52% das mulheres dizem que não votam no em Bolsonaro de jeito nenhum. Entre os homens, o percentual é de 38%.

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