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Dragão do Mar, rendas e cores do maracatu cearense inspiram arte da 10ª Bienal

18/10/2016 às 12:09, por Natasha Ramos.

Grids do centro cultural, formas geométricas das rendas e cores fortes e vibrantes da cultura cearense se encontram no conceito da arte criada para a décima edição da Bienal da União Nacional dos Estudantes


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Leia aqui a íntegra do manifesto 10ª Bienal da UNE – Feira da Reinvenção

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A UNE apresenta a identidade visual de sua 10ª Bienal, que será realizada de 29 de janeiro a 3 de fevereiro de 2017, em Fortaleza. Com o tema “Feira da Reinvenção”, a arte do maior encontro estudantil da juventude da América Latina reúne elementos da cultura popular e contemporânea do Ceará.

“A identidade visual da 10ª Bienal é uma miscelânea de elementos da cultura regional como o trabalho do artista Espedito Seleiro, as jangadas, as rendeiras e o maracatu do Ceará, com uma roupagem moderna”, explica o designer Vinicius Costa, que assina a concepção de arte do festival.

Natural de Nova Olinda, Espedito Seleiro, filho de seu Raimundo Seleiro, criador da famosa “sandália quadrada de Lampião”, serviu de referência na arte da Bienal no que diz respeito à união do tradicional e do novo. Seu trabalho cheio de referências do sertão, com couro colorido e enfeitado, atraiu designers famosos e, nos últimos anos, o transformou em uma assinatura valorizada no mundo da moda, do cinema e do design.

 

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As rendas de bilro e de filé trouxeram a ideia de grid para a arte da Bienal. Com origem no Ceará, as duas técnicas trazem novamente a noção do tradicional, por ser uma arte que é passada de geração em geração, aliada a uma profusão de cores, linhas e formas. As jangadas conferem o formato triangular a este grid, e o maracatu cearense foi outra rica fonte de cores vívidas.

 

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A fusão desses e de outros elementos compõe uma malha geométrica simétrica, que traz elementos que se repetem, criando novas formas a partir da possibilidade de combinações diversas. O viés inventivo da arte foi reforçado na escolha das cores, que trouxe um espectro de tonalidades vibrantes variadas que diferem dos tons primários comumente utilizados no tradicional.

Com essa base cultural, procurou-se trazer para esta identidade visual uma tipologia mais rústica, que passasse a ideia de madeira talhada, e resgata a noção do trabalho artesanal e popular.

A identidade visual e a “Feira da Reinvenção”

A seleção destes referenciais, além de ter o intuito de prestigiar a cultura do lugar que sediará o festival, dá conta de reunir elementos que dialogam diretamente com o tema da Bienal. O casamento do tradicional, enraizado na cultura popular (a feira), com o novo e contemporâneo, ilustrado pelas cores (a reinvenção) está presente.

 

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A diversidade de tonalidades utilizada nesta identidade visual também remete à variedade que tradicionalmente faz parte das feiras livres. Essa variedade de cores e sabores formam uma cena que encontra, em meio ao caos dos gritos e das barracas, uma harmonia quase geométrica.

Para a construção do grid, que serviu de alicerce desta arte, buscou-se também inspiração na arquitetura do Dragão do Mar (foto abaixo), local que sediará as atividades do evento.

 

foto dragao do mar

 

A construção do centro de cultura e arte cearense se caracteriza por linhas arrojadas, concebidas pelos arquitetos cearenses Delberg Ponce de Leon e Fausto Nilo. Inaugurado em 28 de abril de 1999, na antiga área portuária da Praia de Iracema, o Dragão do Mar reinventou a região, que possui hoje em seu entorno bares, restaurantes, lojas de artesanato, teatros e outros centros de cultura, como a Caixa Cultural e o Sesc Iracema.

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> Leia aqui a íntegra do manifesto 10ª Bienal da UNE – Feira da Reinvenção

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