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Domingo é marcado por atos de rechaço ao governo golpista de “Fora” Temer

05/09/2016 às 17:37, por Cristiane Tada.

Manifestantes pedem Diretas Já em atos pacíficos em São Paulo, Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro

Cem mil pessoas ao coro de Olê, olê, olá, diretas Já, e Fora Temer fizeram um bonito espetáculo pela democracia neste domingo (04/9) em São Paulo.

“Quem pensou que tudo estava acabado no Senado, não conhece a história de resistência dos movimento sociais”, lembrou o líder do MTST, Guilherme Boulos.

Boulous afirmou que um dos recados do ato era que o povo não vai aceitar nenhum direito a menos, porque o golpe quer destruir os direitos sociais do país, rasgar a constituição com a PEC 241 que quer congelar os gastos e os investimentos públicos no Brasil, destruir os direitos trabalhistas e a previdência acabando com a CLT.

“Este governo golpista é contra o direito das mulheres, negros e negras e a população LGBT. Temos que dizer em alto e bom som que o golpe é contra a maioria do nosso povo, não é apenas para destituir uma presidenta eleita”, afirmou.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) destacou o papel de luta da juventude.

“Para mim é uma honra como sindicalista estar aqui nessa praça com o verdadeiros combatentes da democracia no Brasil que é a juventude em peso, protagonizando essa luta pela democracia, parabéns a vocês que vem aqui lutar desde cedo para não permitir esse golpe no Brasil”, destacou.

Ele também criticou a falta de cobertura da grande imprensa a um ato tão eloquente.

“ Duvido que tenha alguma imprensa oficial transmitindo isso para o mundo inteiro. O Brasil vive a ditadura dos meios de comunicação. Se tivesse aqui 50 pessoas falando bem do golpista iria estar no JN. Isso é ditadura”, ressaltou.

Diretas Já

A vice-presidenta da UNE, Moara Correia, que acompanhou o cortejo em São Paulo argumentou que o o povo quer escolher. “Um plebiscito por eleições diretas é fundamental para esse processo, a gente não reconhece esse governo golpista e dizemos isso de uma forma muito nítida. O plebiscito se torna imprescindível neste momento em que o povo foi pra rua se manifestar em todo o país”.

Sao Paulo 1

Vice-presidenta da UNE, Moara Correia

Moara lembra que do dia da saída da presidenta Dilma Rousseff até hoje os atos só aumentaram. “O 7 de setembro será uma data muito importante, histórica para a luta do povo brasileiro. Amanhã será maior, com muito mais força e unidade entre a população e com os movimentos sociais.

Pelo Brasil

Em Curitiba 4 mil pessoas foram às ruas no terceiro ato ‘Fora, Temer’ em Curitiba, após a confirmação do impeachment no Senado. Os manifestantes se concentraram na Praça 19 de dezembro e seguiram até a Boca Maldita, no Centro da cidade passando pelo bairro do Batel. Esse foi o décimo ato articulado pelo CWB Contra Temer. O próximo está marcado para quarta-feira, 7 de setembro, às 18h.

Curitiba-1

Curitiba (PR)

O povo de Salvador também foi as ruas contra o governo pmdebista. A manifestação teve cerca de 5 mil pessoas e fez o percurso de Campo Grande até o Farol da Barra.

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Salvador (BA)

No Rio de Janeiro ainda mais de 5 mil manifestantes ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, aos gritos de “Fora Temer”, “Eu já falei, vou repetir, é o povo que tem que decidir” . O ato começou bem em frente ao hotel Copacabana Palace e chegou até o Canecão, tradicional casa de shows da década de 90, ocupada há mais de 100 dias pelo movimento #OcupaMinC, ícone da resistência ao governo golpista.

RJ-1

Rio de Janeiro (RJ)

Participação dos jovens

Como destacado pelo presidente da CUT, os jovens protagonizaram o ato em São Paulo, assim como nas demais capitais. Para a presidenta da UBES, Camila Lanes, que em razão da sua militância tem sido ameaçada de morte nas redes sociais, os secundaristas tem tudo para protagonizar essa luta pelo Fora Temer assim como já protagonizaram lutas importantes no passado. “Os estudantes após as ocupações de escolas em todo o Brasil deram mais valor ao voto, a política e a democracia e agora com a exigência das diretas já os estudantes vão ocupar as ruas para dizer que nós precisamos eleger os nossos representantes e com o nosso voto não se mexe”, destacou.

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