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Diretores da UNE se manifestam contra o golpe nas redes sociais

31/08/2016 às 17:12, por Renata Bars.

Confira o que alguns membros da diretoria da entidade falaram sobre a consolidação do golpe no país

Os diretores da União Nacional dos Estudantes acompanharam o processo de impeachment dos mais diferentes estados, construindo a resistência em manifestações que tomaram conta do país na última semana.

Do Rio Grande do Sul, o diretor de Universidade Privadas da UNE, Josiel Rodrigues manifestou o seu pesar com a consolidação do golpe.

”Hoje foi mais um daqueles dias que a forma valeu mais que o conteúdo. Que a aparência valeu mais que a essência. Que a vontade de 61 pessoas valeu mais que a de 54 milhões. Aqui jaz a democracia!”, lamentou.

Em São Paulo a 2ª vice-presidenta da UNE, Tamires Sampaio, também deixou o seu recado.

”O que mais me preocupa diante desse golpe é que ele foi televisionado e foi conduzido pelo presidente do Superior Tribunal Federal, aquele órgão que deveria ser o guardião da Constituição. Por 61 votos a 20, a Presidenta Dilma foi cassada, sem cometer crime de responsabilidade, sem nenhuma prova concreta contra ela. Mas não temos tempo a perder, temos que ocupar as ruas, as fábricas, as empresas, as escolas e universidades para denunciar o golpe, derrubar esse governo golpista e reconstruir a democracia em nosso país. Apesar dessa votação amanhã há de ser um novo dia”, salientou.

Da Bahia, o diretor de Combate ao Racismo, Rodger Richer, afirmou que ”a soberania popular foi jogada no lixo hoje. A maioria do Congresso Nacional aliado ao Judiciário e a grande mídia hegemônica estão ignorando as regras do jogo, desrespeitando 54 milhões de votos, julgando uma inocente por crimes que ela sequer cometeu.”

De Santa Catarina, Mateus Weber, diretor de comunicação da entidade, reforçou o sentimento de resistência. ” Não esperem de nós o silêncio dos covardes! Hoje mais do que nunca é dia de ocupar as ruas”, escreveu.

Também do estado baiano, a diretora de Mulheres da UNE, Bruna Rocha, apontou que as mulheres brasileiras estão de luto nesse dia em que a democracia e os direitos do povo foram golpeados. ”O congresso nacional provou sua parcialidade no julgamento de Dilma, condenando-a injustamente em busca de uma conformação de interesses pragmáticos com os setores golpistas que compõe o governo interino. Não reconhecemos esse governo e o #ForaTemer será nossa principal palavra de ordem ate recuperarmos a soberania popular”, destacou.

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