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Diretores da UNE relembram Junho de 2013 e fazem balanço dos protestos

29/06/2016 às 17:56, por Renata Bars.

Manifestações que mobilizaram enorme parcela da população completam três anos

Em junho de 2013 o Brasil parou. Movimentos sociais e estudantis, crianças idosos e pessoas de todas as idades saíram às ruas para pedir mais. Mais direitos, mais saúde, mais educação, e principalmente mais transporte de qualidade eram os pedidos dos milhares que tomaram na onda de manifestações que culminou com a ocupação da parte externa do Congresso Nacional em Brasília.

Antes porém, gigantescas manifestações já tinham tomado conta do país. Boa parte desses protestos haviam começado contra o aumento na tarifa do transporte público. Em São Paulo, o Movimento Passe Livre (MPL), iniciou as chamadas contra o aumento que viraria hino das manifestações – 20 centavos a mais na tarifa, que não eram apenas 20 centavos, conforme bradavam os manifestantes.

De lá pra cá, as mobilizações populares não pararam. Das ocupações de escolas públicas às marchas pela democracia o saldo de junho de 2013 fica claro nas ruas. Ela é do povo.

O site da UNE conversou com alguns de seus diretores para saber qual a herança de junho de 2013, três anos depois.

”Pra minha geração foi muito marcante, nunca tínhamos visto tanta gente na rua de forma espontânea assim. Ao longo desses três anos acredito que o maior legado foi a reafirmação da construção coletiva. Em junho de 2013 tivemos saldos positivos e negativos, já que além do povo a elite também foi para a rua por pautas extremamente retrógradas, mas as mobilizações foram se transformando a partir daquele momento”, falou a vice-presidenta da UNE, Moara Correa.

Na época, Moara acabava de assumir seu cargo como secretária-geral da UEE-MG.

”Fui empossada no domingo e na segunda-feira já estávamos na luta”, contou.

O diretor jurídico da UNE, Rarikan Heven, também havia acabado de assumir a presidência da UEE-MT quando as manifestações eclodiram.

”Foi uma grande experiência, nós mobilizamos uma grande passeata com maiss de 60 mil pessoas em Cuiabá. Isso significa que quase 40% da população da cidade estava presente no ato. A gente foi pras ruas em defesa da qualidade no transporte, mais segurança, mais educação. Pra mim junho de 2013 representa uma guinada nas lutas e nas mobilizações da juventude. A juventude percebeu a partir de 2013 que era possível pegar um simples cartaz, escrever sua reivindicação e ocupar as ruas”, falou.

O 1º tesoureiro da UNE, Vinycius Ferreira, acredita que as análises sobre as manifestações de 2013 ainda não terminaram.

”O mais importante foi que essa nova geração de jovens tomou um pouco de consciência que as mobilizações vinda das ruas tem efeito direto na conjuntura politica do país. Isso desencadeou um processo que não para desde então”, avaliou.

SALDO DE CONQUISTAS

Graziele Monteiro, diretora de universidades públicas da UNE, lembra que os protestos trouxeram vitórias para o movimento estudantil. ”Eu era diretora da UEE-RJ e foi a partir das nossas mobilizações nas Jornadas de Junho, que o passe livre universitário foi conquistado na cidade. Sem dúvida esse foi um importante legado.

A diretora de políticas educacionais da UNE, Jessy Daiane acredita que as manifestações tinham muito mais significado, além da luta contra o aumento das tarifas. ”Significou o grito de indignação da juventude contra a podridão do nosso sistema político que privilegia o poder econômico em detrimento das necessidades do povo brasileiro”, avalia.

O passe livre estudantil também foi sancionado em Goiânia. Em São Paulo, Chapecó, Curitiba, Belo Horizonte e Ponta Grossa os aumentos foram revogados.

”Eu acho que o principal legado das Jornadas de Junho foi termos reivindicado a política e reensinado que as ruas são espaço de luta. Junho de 2013 não terminou em si mesmo, ele se desdobrou em tantas outras manifestações que ainda acontecem. Somos filhos de Junho”, falou a 1ª diretora de relações internacionais da UNE, Camila Souza.

Confira em vídeo como foram as manifestações:

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