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Diretores da UNE avaliam primeiro ano de gestão e a luta pela democracia

07/06/2016 às 18:53, por Renata Bars.

Data foi completada nesta segunda; diretores da entidade projetam próximo período

Nesta terça-feira (7), a diretoria da UNE completa um ano de gestão. Foi um ano de muita luta, num período em que a democracia brasileira sofre fortes ataques. Cortes na educação, redução da maioridade penal, ocupações nas escolas públicas e o golpe que tenta derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff marcaram este momento.

”O congresso que nos elegeu tinha como mote a defesa da democracia. De 2015 pra cá vivemos um período de muita instabilidade política, deixando claro que precisamos aprofundar a reforma política, que o povo possa participar cada vez mais das decisões”, salientou o diretor de comunicação, Mateus Weber.

O site da UNE conversou com mais alguns dos diretores que representam 7 milhões de estudantes brasileiros. Confira o que eles têm a dizer sobre este primeiro ano de gestão:

Tamires Gomes Sampaio, 2ª vice presidenta da UNE

“A nossa gestão começou ocupando o Ministério da Fazenda contra os cortes na educação e lutando contra a redução da maioridade penal. Um ano depois estamos ocupando universidades, ministérios e o Congresso, em defesa da Democracia e em defesa de uma educação de qualidade para todos e todas. Isso mostra a garra e a força que tem essa nova geração que não foge da luta e que não aceita o retrocesso. Espero daqui a um ano, no final da gestão, estar comemorando as vitórias que teremos nesses próximos meses, que é barrar o golpe. e avançar cada vez mais nas políticas públicas de acesso e permanência na educação superior.”

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Marianna Dias, diretora de relações internacionais da UNE

”A nossa gestão já entrou na história, por conta do momento politico que o país vive e o tamanho dos desafios que a nossa geração nos proporciona. Estamos firmes e tenho a convicção que chegaremos ao fim vitoriosos e sempre dispostos a defendendo o povo. Viva a gloriosa UNE.”

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Augusto Oliveira, diretor LGBT da UNE

“Muitos passos nas ruas, muita luta em todo o Brasil. Esse um ano de gestão foi marcado pelos estudantes voltando as ruas e mostrando a sua verdadeira cara, a cara de um povo trabalhador e que com muita força e vontade fará a luta prosseguir.”

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Rarikan Heven, diretor jurídico da UNE

”Desde que assumimos a diretoria da UNE temos uma das gestões mais intensas. Começamos ocupando Brasilia contra os cortes na educação e contra a redução da maioridade penal. Agora passamos por um dos momentos mais importantes da história que é a luta em defesa da Democracia e contra o golpe que estão fazendo com a presidenta Dilma. A UNE mais uma vez cumpre seu papel na história não vacilando e mobilizando a juventude em defesa da nossa democracia.”

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Graziele Monteiro, diretora de universidades públicas da UNE

”Nesse ano de gestão a UNE foi peça fundamental para barrar a redução da maioridade penal, aprovada só depois pelo Cunha através de um golpe. Fomos nós a colocar a primeira derrota de Cunha! Na luta contra o golpe estamos cumprindo nosso papel histórico. As universidades públicas nunca estiveram tão mobilizadas, realizando atos, paralisações, debates e muito festival cultural

As universidades hoje são centros de resistência desse desgoverno. Para o próximo período a resistência continua pois não aceitaremos diminuição de direitos. Ocuparemos tudo e iremos consolidar a democratização da universidade.”

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Iago Montalvão, diretor de relações institucionais da UNE

”Eu acho que essa gestão é uma das mais marcantes na história da UNE, porque nos encontramos em uma encruzilhada da nossa democracia. E sabemos o valor que tem essa entidade na defesa dos valores democráticos e do povo do nosso país. Os retrocessos estão vindo em grande escala, e nossa responsabilidade na resistência é gigantesca.

Essa foi uma gestão de grandes traumas, mas que não desanimaram a militância, pelo contrário, fizeram insurgir grandes lutas em que os estudantes tem se tornado protagonistas. E daqui pra frente a tendência é que essa luta se amplie, infelizmente não como nas últimas gestões para avançar em mais conquistas, mas para barrar os retrocessos e garantir o legado da nossa luta. Mas são nos momentos mais difíceis que demonstramos o maior valor das nossas lutas.”

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Mateus Weber, diretor de comunicação da UNE

A UNE em nenhum momento se furtou de defender e pautar os interesses estudantis, foi assim no debate da redução da maioridade penal, na luta contra os cortes de verba para educação, na permanência dos programas sociais como o Fies e Prouni. Contudo, fundamental foi e está sendo a luta em defesa da democracia. A democracia está em nosso DNA, somos a geração que foi para as ruas defender o estado democrático de direito. Enfrentaremos de cabeça erguida a CPI da UNE, que surgiu como última ação do corrupto Eduardo Cunha. Não iremos nos retirar das ruas, não vão calar os estudantes brasileiros, se preparem que a UNE sairá fortalecida desse processo construindo muita mobilização. Não temos nada a Temer. Firmes na luta!

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Josiel Rodrigues, diretor de universidades privadas da UNE

”Foi um ano muito simbólico para esta gestão da UNE. Já começamos dizendo que a universidade mudou e para além dessa mudança de composição social com a entrada dos negros, das mulheres, dos LGBTS, dos trabalhadores. E essa gestão já chegou com uma mesa diretora com mulheres, com negros, com camponeses e uma executiva com representantes dos mais variados setores da sociedade é muito simbólico mesmo. E o momento político que se instalou de resistência ao golpe. As universidades privadas também foram instrumentos de resistência ao golpe. Destaco importantes iniciativas como as do Mackenzie em São Paulo, IBMEC no Rio de Janeiro. Nesse sentido a agenda da diretoria de universidades privadas foi uma agenda de fortalecimento da resistência, de fortalecimento da luta contra o golpe.”

josiel

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