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Dia 18: Movimentos sociais na trincheira em defesa da democracia

18/03/2016 às 22:17, por Rafael Minoro.

Representantes da CTB, CUT,  MTST, Apeoesp, MST e Unegro ajudaram na construção do ato que levou milhares à Av. Paulista

Os movimentos sociais ajudaram a convocar e formar nesta histórica sexta-feira (18) um mar de gente, uma linda trincheira colorida de resistência que tomou conta da Avenida Paulista com mais de 350 mil pessoas ao som do mantra: Não vai ter Golpe!

Dirigentes e lideranças de diversos movimentos populares foram para as ruas com um objetivo em comum: defender a democracia. Cada um trouxe em sua esperança o discurso de mudar ainda mais o país, avançar contra os retrocessos e garantir direitos para o povo brasileiro.

 Trabalhadores contra o golpe

“Grampearam a democracia e quiseram grampear o direito à manifestação. A UNE e os estudantes lutaram a vida inteira por liberdade, não vamos aceitar uma ditadura da toga””, criticou o presidente da CUT, Wagner Freitas, lembrando que “o que eles querem é acabar com as férias, com o 13º salario, com  carteira assinada com a CLT”.

Adilson Araújo, da CTB, enfileirou-se também na defesa do direito dos trabalhadores e denunciou a ofensiva da agenda da direita golpista na qual constam restrições crescentes das liberdades e da democracia. “A classe trabalhadora brasileira e os movimentos sindicais que a representam são e serão certamente as principais vítimas da investida reacionária.”

Campo e cidade contra o golpe

O MST sabe que o momento de crise econômica e crise política faz emergir uma direita completamente perdida e fascista, “jogando para todo lado tentando desestabilizar a democracia brasileira”, diz João Paulo, um dos coordenadores do movimento. Para ele, o momento agora tem três desafios: “Manter os atos e manter a luta”; fazer um trabalho de base para “conversarmos com o nosso povo” e promover um bom debate de projeto de país “que atenda as demandas do povo brasileiro.”

Guilherme Boulos, do MTST, exclamou que a manifestação desta terça expressa a posição daqueles “que não tem medo da escalada de intolerância que atacou a democracia e as garantias constitucionais nos últimos dias”. Boulous foi enfático:  “Esse processo tem resistência e é importante que seja entendido por aqueles que estão insuflando de forma irresponsável e criminosa a escalada golpista no Brasil”

 Atacam a democracia, não punem ladrões de merenda

Maria Izabel, da Apeoesp, contou que a entidade vem fazendo um intenso trabalha de conscientização em suas nossas reunião de representantes de escolas, falando da importância da democracia para o país.

“Estamos também na luta para que tenha CPI da merenda. É um absurdo que existam ataques à democracia e não tenha punição para quem tira comida da boca das crianças. Isso é uma vergonha. Se vale para um lado vale pra outro também”, denunciou.

O povo negro quer mais

O presidente da Unegro, Edson França, lembrou que o negro quando chegou ao Brasil, como escravo, foi proibido de lutar contra a opressão. “Era crime”, contou. “Então, tentam fazer isso novamente. Nós não vamos aceitar”, disse.

França no entanto faz um chamamento para que o país avance. “Nesse instante vamos defender a democracia para depois, com o povo unido, promover mais a igualdade racial, aperfeiçoar as ações afirmativas, diminuir os assassinatos de jovens negros, regularizar as terrenos quilombolas e combater o racismo no Brasil”, convocou.

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