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Dia 16: todos na rua contra o impeachment e em defesa da democracia

08/12/2015 às 12:20, por da Redação .

Representantes das Frentes Brasil Popular e de movimentos populares marcharão juntos em mobilizações em todo o país

Em reunião na última segunda-feira (7) em São Paulo, integrantes da Frente Brasil Popular e de outros movimentos populares definiram o dia 16 de Dezembro como dia de ir às ruas nacionalmente contra o impeachment.

Os atos acontecerão em todo o Brasil organizados pela UNE, pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e entre outras entidades do movimento social.

Na capital paulista a concentração será às 17h no Masp, na Avenida Paulista, e deve terminar Praça da República, no Centro.  Nos próximos dias as entidades das duas frentes se reunirão em Brasília para definir detalhes do ato no Distrito Federal.

“Nesse momento é importante que os movimentos sociais estejam nas ruas para barrar esse golpe à democracia que é o impeachment sem base legal”, esclareceu a presidenta da UNE, Carina Vitral.

A União Nacional dos Estudantes  divulgou esta semana, em nota oficial, que repudia o acolhimento do pedido de abertura do processo de impeachment contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). No texto, a entidade afirma que o requerimento é “fruto de uma flagrante chantagem política por parte de Cunha”. E que a reeleição de Dilma foi um “resultado eleitoral limpo e democrático”.

O coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulous destacou a importância da unidade neste momento de agravamento da conjuntura política do país.

“É um campo de unidade de vários movimentos sociais que tem um acordo em ter uma posição neste momento contra o impeachment”, disse Guilherme.

Ele defendeu o fortalecimento do trabalho de base, de conscientização e da mídia popular de esquerda como formas de fazer chegar até o povo as motivações da luta.

“Temos um monopólio midiático no Brasil que mais desinforma do que informa”, afirmou Guilherme.

Nesta quarta (9) será realizada uma coletiva de imprensa, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, para divulgar o ato do dia 16.

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