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DELEGAÇÃO INTERNACIONAL DESEMBARCA NO 54º CONUNE

06/06/2015 às 16:49, por Renata Bars.

Representantes da Colômbia, Argentina e Saara Ocidental vieram somar às lutas estudantis brasileiras

Os cerca de 10 mil estudantes de todos os cantos do Brasil não são suficientes para explicar a pluralidade deste que já é considerado o maior Conune de todos os tempos.

A 54º edição do maior fórum de deliberação do movimento estudantil nacional recebe também presenças de fora. São representantes da Argentina, Colômbia e até do Saara Ocidental que colocam sua experiência à disposição das lutas estudantis brasileiras.

Para Josefina Mendoza, estudante de Relações Internacionais e representante da Federação Universitária Argentina, o Conune é um evento impactante que demonstra ta força da União Nacional dos Estudantes. “Um congresso dessa magnitude, com essa quantidade de estudantes, é realmente impressionante. Conseguimos perceber como a UNE é vanguarda na organização do movimento estudantil”, afirmou.

Sobre as bandeiras do ME na Argentina, Josefina citou a batalha por aumento no financiamento da educação pública, com a criação de cursos de pós-graduação. ”Queremos uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos”, enfatizou.

Na Colômbia, uma das principais lutas dos estudantes é contra a mercantilização da educação. Omar Gomez, estudante de Sociologia e representante da Associação Colombiana de Estudantes Universitárias, conta que o processo de privatização da educação em seu país está se expandindo com intensidade.

“Essa foi a bandeira que trouxe para discutir com meus colegas brasileiros. A educação deve ser um bem público, não deve estar nas mãos de empresários que só visam lucros”, disse.

ÁFRICA PRESENTE!

Mouloy Enhamed veio do Saara Ocidental, um território do norte da África cuja soberania encontra-se atualmente em disputa, para conhecer o movimento estudantil brasileiro. Formado em Biologia, Mouloy representa a União dos Estudantes do Saara Ocidental e conta que concluiu sua graduação na Argélia, já que em seu país não há universidades.

”A parceria e solidariedade da UNE é muito importante, pois meu país está ocupado por forças armadas que impedem o pleno funcionamento da educação superior. Somos obrigados a estudar em outros países. A nossa independência hoje é a nossa luta”, disse.

 

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