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Deborah – candidata a vereadora pelo PCdoB em Goiânia (GO)

13/09/2016 às 17:03, por Cristiane Tada.

 

Nascida em Mineiros (a 424 quilômetros de Goiânia), Déborah se mudou para Goiânia em 2010 para cursar licenciatura em Geografia na Universidade Federal de Goiás (UFG). No mesmo ano iniciou sua militância política, sendo eleita Coordenadora Geral do Centro Acadêmico de Geografia. No movimento estudantil se destacou rapidamente, e já em 2012 compôs a chapa que venceu as eleições para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFG. Em 2013 consolidou sua liderança junto aos/às estudantes, sendo eleita Coordenadora Geral do DCE/UFG. Graças ao bom trabalho realizado à frente do DCE, em 2014 Déborah passou a compor a direção da União Nacional dos Estudantes (UNE). Ao longo desse período foi protagonista de diversas lutas em defesa dos direitos da juventude, das mulheres, da educação pública de qualidade, de um transporte público digno e de uma sociedade melhor e mais justa. Nesse percurso, se filiou à União da Juventude Socialista (UJS), a maior juventude política organizada do Brasil. Com pouco mais de um ano de UJS, Déborah foi eleita para a Direção Nacional da entidade. Acreditando na necessidade de se engajar na luta por um Brasil mais desenvolvido, com menos desigualdades e livre de preconceitos, se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Com a rebeldia típica da juventude, esteve nas ruas nas manifestações que abalaram o país no ano passado. Com a ousadia, também típica dos/as jovens, se apresenta como candidata a vereadora para exercer um mandato aberto ao diálogo e disposto a atender as demandas da população goiana.

Por que você é candidata?

O Brasil atravessa um momento de profunda crise política e institucional e um dos grandes problemas que nos levam a essa situação é a falta de representatividade. Sou jovem, mulher e estudante e não me vejo representada no parlamento. Essa situação precisa ser enfrentada também de dentro. A política muda quando a gente muda ela. Não dá pra se furtar dessa luta e é através dela que conseguiremos conquistar os direitos da juventude, das mulheres e dos trabalhadores. Sou candidata pq é urgente renovar a Câmara Municipal de Goiânia. Mas é preciso fazer isso de verdade, elegendo pessoas que estejam de fato comprometidas com o povo.

Qual sua proposta para juventude?

As eleições para a Câmara Municipal e para a prefeitura são muito importantes porque elas são as que mais dialogam com os direitos da juventude. Os problemas enfrentados por nós estão, em sua maioria, relacionados à má gestão do espaço urbano. Nesse sentido, é fundamental criar a Secretaria Municipal da Juventude e fortalecer os conselhos municipais.  Esses espaços são capazes de formular políticas intersetoriais que sejam capazes de atender às várias demandas que encontramos em Goiânia. Uma delas é o primeiro emprego. Pensar o desenvolvimento da cidade e o fortalecimento da economia de nossa cidade é também pensar em como o mercado de trabalho vai absorver essa mão de obra de forma qualificada.

Qual a sua proposta para Educação?

Não dá pra falar em educação em Goiânia sem levarmos em conta os cortes de verbas que o governo federal vem impondo à pasta. Os ataques de Michel Temer à educação não se refletem apenas nas instituições federais de ensino, mas em toda a estrutura educacional do país. As metas do Plano Nacional de Educação, que foi uma grande conquista da sociedade brasileira conquistada pela UNE, estão seriamente ameaçadas.
Esse quadro de desmonte da educação brasileira abre espaço para a privatização do ensino. Iniciativas como a do governo do estado, que está entregando a gestão das escolas públicas para as Organizações Sociais (OSs) ou para a Polícia Militar, precisam ser fortemente combatidas. É preciso fortalecer a rede pública do ensino, garantindo a estrutura necessária para o funcionamento das escolas e valorizando os profissionais da educação com salários e condições de trabalho de dignas. Garantir mais vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil é também fundamental para a formação das crianças.

 A favor ou contra o Escola sem Partido?

Eu, como geógrafa licenciada, fico indignada de ver pessoas que não possuem qualquer conhecimento sobre a educação elaborarem um projeto absurdo sobre o tema. Trata-se de um projeto sem fundamento, muito desqualificado, despolitizado e despolitizante. Nem na ditadura militar tivemos um projeto como esse. É uma bizarrice que coloca em jogo muitos avanços que foram conquistados na educação brasileira nos últimos anos.
Ao contrário desse projeto, precisamos garantir a transdisciplinaridade no debate sobre gênero e o fortalecimento de leis como a 10.639/03, que garante o estudo sobre a história e cultura africana no Brasil.

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

Os estudantes goianienses, depois de muitos anos de luta, conquistaram o passe-livre estudantil. Entretanto, sua implantação hoje tem diversos problemas e um caráter excludente para muitos. É preciso ampliar essa conquista para que ela atinja a totalidade dos estudantes da nossa cidade, de forma irrestrita. Boa parte dos problemas enfrentados no trânsito da nossa cidade acontecem porque não existem muitas alternativas aos carros. É preciso investir em um transporte coletivo de qualidade, que atenda as demandas de toda cidade, em especial dos bairros mais afastados. É fundamental também investir em ciclovias e ciclofaixas como alternativas de locomoção das pessoas. Goiânia é uma cidade, em sua maioria, plana, o que favorece muito o uso de bicicletas.

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