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DCE da USP toma posse em grande ato no Largo São Francisco

15/12/2017 às 17:54, por Cristiane Tada.

Nova gestão do DCE junto com a presidenta da UNE Marianna Dias e vice Jessy Dayanne
Karla Boughoff | CUCA DA UNE

Solenidade mostrou unidade do movimento estudantil na maior universidade do Brasil; CA XI de Agosto e Associação dos Pós-Graduandos (APG) Helenira ‘Preta’ Rezende também foram empossados 

Nesta quinta-feira (14/12) aconteceu a posse da nova gestão do DCE Livre da USP Alexandre Vannucchi Leme, entidade histórica do movimento estudantil fundada em 1976.

O ato reuniu estudantes e parlamentares na Sala dos Estudantes, local que foi palco da organização dos estudantes do Largo São Francisco durante a Ditadura Militar.

O DCE Livre da USP representa mais de 90 mil estudantes de 7 cidades do Estado de São Paulo.

A chapa ”Nossa Voz” foi eleita para representar os estudantes da maior universidade do país no último dia 11 de novembro com 4342 votos, quase 70% dos votos válidos.

A coordenadora do DCE e estudante de Direito da Faculdade São Francisco, Bianca Borges, destacou que dirigir o DCE significa promover o enfrentamento a todos aqueles que querem implementar um projeto de universidade mínima e o sucateamento tático às universidades do nosso país.

Significa ter a disposição de passar em cada campus e em cada sala de aula convocando os estudantes a defender a qualidade da universidade, sua democratização e a permanência daqueles que nela ingressam. Significa honrar seu passado de luta, honrar Alexandre Vannucchi Leme e todos aqueles que lutaram pela democratização e pela liberdade de organização dos estudantes no nosso país”, destacou.

A vice-presidenta da UNE, Jessy Dayanne afirmou que esta foi mais uma grande vitória da unidade da juventude da Frente Brasil Popular. “Devolvemos a bandeira da União Nacional dos Estudantes para o lugar que ela sempre deve estar: nas bases da universidade!”, disse no ato de entrega da bandeira da UNE ao DCE empossado.

Os senadores Lindberg Farias (PT-RJ) e também ex presidente da UNE, Gleisi Hoffman (PT-PR), os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Zarattini (PT-SP), Orlando Silva (PCdoB) participaram do ato e endossaram a campanha da UNE “Universidade não se vende, se defende”.

APG e XI de Agosto na luta pela gratuidade da universidade pública

Durante o evento também foram empossadas a novas gestões do Centro Acadêmico XI de Agosto e da Associação dos Pós-Graduandos (APG) Helenira ‘Preta’ Rezende.

O novo presidente do XI de Agosto, Luís Bierdman, acredita que 2018 promete uma conjuntura política turbulenta e para que os estudantes consigam denunciar a ruptura democrática que o país vive será preciso um grande eco das ruas.

Como estudantes de Direito e de Universidade Pública, temos como pautas prioritárias o combate aos abusos do judiciário e a defesa do estado de direito e da Constituição de 88, bem como a defesa ferrenha da universidade pública, que tem sido atacada cada vez mais por uma campanha privatista e antinacional dos setores neoliberais da sociedade”, destacou.

Nova gestão à frente das entidades estudantis da USP

Flávia Calé da coordenação da APG também afirma que uns dos desafios da gestão da entidade de pós-graduandos será pautar uma opinião sobre os rumos da universidade e ajudar a construir outras saída para a crise no nosso país.

Ela destacou a crise financeira que a USP junto com outras universidades públicas vem passando fruto da crise econômica que o Brasil vive e de um projeto em curso de desmonte do Estado nacional e retirada de direitos do povo, liderados pelo governo Temer e Alckmin em SP.

A USP tem um rombo para 2018 de cerca de 300 milhões, dentro de um orçamento estimado em 5 bilhões e na medida que a universidade não consegue fechar suas contas abre-se um debate de como financiá-la. Não pode abrir mão de defender o financiamento público e a manutenção da gratuidade, porque o que tem surgido como alternativa é cobrar mensalidade aqui na USP”, ressaltou.

Além da ameaça privatista, ela mostrou preocupação também sobre alternativas para novos financiamentos para a universidade, o que para ela pode significar o mercado dando a linha sobre o que a universidade deve produzir e não mais com a finalidade do desenvolvimento nacional e da sociedade. “Achamos que é uma ameaça ao caráter gratuito e público no sentido da sua produção. Esse é um tema que nos é muito caro que queremos achar uma saída”.

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