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Dante Peixoto – candidato a prefeito pelo PSOL São Carlos (SP)

13/09/2016 às 17:17, por Renata Bars.

Dante Peixoto tem 29 anos, é Engenheiro Ambiental formado pela USP São Carlos, onde fez pós-graduação em política ambiental com ênfase em participação social. Foi militante do movimento estudantil, onde atuou como diretor do DCE-Livre da USP e Presidente do CAASO. É membro fundador do coletivo de juventude Juntos! e do Movimento Transporte Justo São Carlos. Atualmente é vice-presidente do diretório municipal do PSOL São Carlos.

1) Por que você escolheu ser candidato?

Pela necessidade de dar voz para a luta por direitos e para existir uma alternativa real para a maioria da população certamente estaremos na disputa. Hoje em dia, infelizmente, a política está dominada por uma casta de políticos que coloca em primeiro lugar os próprios interesses ou de seus financiadores de campanha e não o bem estar do povo. Por isso vemos muitas promessas não cumpridas e a população sofrendo.
Para nós, é o momento de uma grande virada no cenário político, que irá começar nas cidades, com novas ideias e um compromisso real com as necessidades da maioria. Por isso é necessária uma alternativa profundamente diferente das opções que já existem.
Isso está na nossa trajetória, a minha candidatura é, na verdade, fruto de várias frentes de luta na cidade, pelo Transporte Público, pelos direitos dos trabalhadores, por Moradia, pela Saúde, pela Educação e da Juventude. Da somatória dessas pessoas que se movimentam por um outro futuro é que sairá um futuro próspero e ligado aos interesses da maioria da população.

2) Qual sua proposta para juventude?

Vimos recentemente a juventude protagonizando lutas importantes, como as ocupações das escolas estaduais e da própria Assembléia Legislativa do estado. Os jovens de hoje são críticos, questionadores, e merecem políticas públicas à altura dos seus sonhos. Por isso, propomos para a juventude, entre outras ações:
a) O desenvolvimento de uma Política Municipal de Trabalho para as Juventudes (orientado pelas indicações da Organização Internacional do Trabalho) – Escolas Municipais Técnicas, cursos de qualificação profissional (com base nas demandas da juventude);
b) Desenvolvimento de projetos com arte (dentre elas a valorização da cultura negra), cultura e esporte nos bairros, articulado com um trabalho social de atendimento às famílias;
c) Criaremos a Secretaria Municipal de Cultura pois entendemos que a gestão municipal deve fomentar a cultura como forma de expressão, de organização e de resistência da juventude. Para dar oportunidades para os jovens artistas é preciso retomar e espalhar os pontos de cultura pela cidade.

3) Qual a sua proposta para Educação?

Nossa candidatura entende que a Educação é um eixo central para a mudança que queremos promover na cidade. Para que os problemas na educação pública municipal sejam enfrentados, vamos priorizar:
a) A ampliação imediata do número de creches e Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEI), com oferta de vagas em escolas próximas às residências das crianças;
b) atendimento imediato da demanda de vagas para o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e garantia de sua oferta em escolas próximas à moradia e/ou local de trabalho dos estudantes;
c) Melhoria das instalações físicas dos prédios escolares e de seus equipamentos, garantindo as condições de trabalho adequadas às necessidades dos educadores/educandos, com acessibilidade do prédio e mobiliário escolar;
d) Gestão democrática por meio de participação efetiva da comunidade escolar em decisões da instituição, eleições internas para a direção das escolas públicas e com o fim da nomeação de cargos administrativos por indicações políticas;
e) valorização dos trabalhadores da educação através de um plano de carreira atrativo e de incentivos à formação continuada dos educadores da rede municipal, construído e elaborado em conjunto com entidades que representam esses profissionais;
f) fomento à criação de parcerias entre a Secretaria Municipal de Educação e as universidades públicas (USP e UFSCar).
E por último e não menos importante, o destino de 30% do recurso do município para educação em todos esses projetos.


4) A favor ou contra o Escola sem Partido?


Somos radicalmente contra o “Escola sem Partido” pois entendemos que é uma tentativa de criminalizar o debate político dentro das escolas e de penalizar os educadores que trabalham com a perspectiva de despertar o senso crítico dos estudantes e sua cidadania. Além disso, esta polêmica em torno do projeto é uma forma de desviar o foco das atenções do verdadeiro problema da educação pública, que é sua baixa qualidade. O próprio Ministério Público Federal considerou as propostas intituladas “Escola sem Partido” inconstitucionais sob o argumento de que elas negam ao aluno a possibilidade ampla de aprendizagem, impedem o a diversidade de ideias e coloca o professor sob constante vigilância, condição esta inadequada ao exercício da docência.

Com esse projeto, vários debates que hoje já são furtados das escolas como sexualidade, gênero, questões raciais serão inviabilizados, transformando os estudantes em máquinas, e não indivíduos, que é o que deveria ser o intuito de toda e qualquer instituição de ensino.

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