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Daniel Iliescu – candidato a vereador pelo PCdoB em Petrópolis (RJ)

13/09/2016 às 16:57, por Cristiane Tada.

Daniel Iliescu é um jovem professor de sociologia e desde cedo luta para transformar Petrópolis. Morador do Retiro, filiou-se à UJS (União da Juventude Socialista) em 2000, aos 16 anos era presidente do grêmio da sua escola e organizava passeatas pelo Passe Livre e por uma universidade pública junto à APE (Associação Petropolitana dos Estudantes).

Na universidade, tornou-se conhecido no Brasil inteiro quando foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes e foi responsável por vitórias como o Plano Nacional de Educação com 10% do PIB e a histórica conquista dos recursos do petróleo para a educação pública.

Daniel foi um dos responsáveis pelas lutas que trouxeram o CEFET e a UFF para Petrópolis e é apoiador de creches, escolas e projetos educacionais que lutam para praticar uma Educação emancipadora e de alta qualidade. Participa de movimentos culturais e políticos da cidade, como as mobilizações democráticas da Praça da Liberdade, os Festivais de cultura urbana, a Roda do CDC e a Frente Brasil Popular.

Por que você é candidato?

A vida colocou este desafio diante de mim; assim como coloca diante de muita gente que luta pelo nosso povo. Ao atuar no movimento estudantil, entendemos que a ação política é viável, necessária e tem impacto. Pela UNE, acompanhei a discussão, tramitação e aprovação de lutas importantes para o país, como o Plano Nacional de Educação com 10% do PIB e recursos do Pré-sal para educação pública. É neste momento que se tem a real noção de como é importante que nesses espaços de decisões institucionais existam pessoas que estejam, de fato, ligadas ao movimentos sociais e comprometidas com as causas dos trabalhadores, da juventude e da sociedade civil.

Qual sua proposta para juventude?

Todas as propostas do nosso programa articulam a dimensão da juventude. Quando pensamos em trabalho, cultura e saúde, estamos pensando em função do jovem. A dificuldade fundamental da juventude é conseguir viabilizar e desenvolver um projeto de vida e a capacidade de produzir renda a partir do seu trabalho. A importância do emprego associada à questão da educação para que seja possível assumir melhores postos de trabalho. Assim como o desafio da juventude é pensar no seu próprio projeto de vida, o desafio da cidade é pensar a vida dos seus moradores, em especial da sua juventude.

Defendemos o estímulo, a recuperação econômica de Petrópolis, a criação de empregos de melhor qualidade, a vinda do ensino superior para o município, que resultou na instalação da UFF e a agora da UERJ e antes do CEFT. A nossa luta é para ampliar esses cursos superiores com o intuito de gerar maior perspectiva de emprego na nossa cidade. Existem algumas áreas que temos priorizado a discussão sobre geração de emprego: moda e todo contexto de vestuário, que é uma tradição econômica importante na cidade; o ecoturismo que explora a beleza natural da cidade e envolve uma mão de obra jovem; o polo tecnológico do Quitandinha que associa O Laboratório Nacional de Computação Científica com o projeto Petrópolis-Tecnópolis que foi desenvolvido na prefeitura atual para geração de empregos na área de computação,comunicação, softwares, design, arquitetura e todas essas possibilidades de geração de emprego da economia criativa. Lutar pela recuperação da ideia de criar um pólo industrial na Posse, que gere também empregos industriais de melhor valor agregado. É pensar Petrópolis no contexto de um plano nacional de desenvolvimento, como que a cidade explora melhor sua vocação econômica e consegue gerar mais empregos, mais renda e em especial, olhando sua juventude.

Qual a sua proposta para Educação?

Em Petrópolis trabalhamos com uma defesa muito especial para o educação infantil e o direito que cada comunidade tem de ter creches públicas com qualidade e profissionais valorizados. Trata-se de uma fase decisiva para o desenvolvimento cognitivo e intelectual das crianças e fundamental para todo processo educacional. Como também a política de gênero, trabalho, segurança alimentar e integração comunitária. A creche e a escola dentro da comunidade têm um peso para além do próprio processo educacional e ajuda no desenvolvimento social, econômico e humano. É preciso valorizar todos os trabalhadores da rede de ensino, não existe educação com qualidade sem profissionais com carreiras estruturadas, progressão salarial, apoio e formação continuada. Uma gestão democrática que envolva os trabalhadores da rede, os próprios estudantes e suas famílias para opinar no desenvolvimento da escola com inovações curriculares e lutar pela expansão do ensino superior público em Petrópolis com mais investimentos, cursos e vagas para graduação e pós-graduação.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Contra a lei da mordaça! Escolas e universidades são espaços que devem circular o pensamento livre, não existe escola sem democracia e liberdade.

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

Defendemos o Passe Livre Social. O custo do transporte é um dos mais elevados no orçamento dos trabalhadores, passagem gratuita para a população mais pobre ou em situação de vulnerabilidade social é uma prioridade. Precisamos aprovar um plano municipal de mobilidade que inclua, por exemplo, a criação de modelos alternativos como vans e moto-taxi. Mais linhas de ônibus interbairros e soluções tecnológicas de longo prazo, como o Rio de Janeiro, que avança na direção do VLT.

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