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Cunha preso: UNE denunciou desde 2015 ligações corruptas do parlamentar

20/10/2016 às 12:17, por Redação.

Deputado afastado chegou a ser declarado inimigo número 1 dos estudantes brasileiros

O ex-deputado federal Eduardo Cunha foi preso nesta quarta-feira (19) em Brasília. O pedido de prisão preventiva foi feito pelo juiz Sérgio Moro em mais um episódio da operação Lava a Jato, que dessa vez não teve nenhuma operação espetacular como as que prenderam outros políticos. O processo que julga a existência de contas da Suíça no nome do ex-parlamentar foi transferido do Supremo Tribunal Federal (STF) para a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná, após Cunha ter o mandato e o foro privilegiado cassados na Câmara dos Deputados no dia 13 de setembro.

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que pediu a prisão porque o peemedebista poderia atrapalhar o andamento dos processos em que é acusado e fugir do país, por possuir recursos no exterior e ter dupla cidadania (brasileira e italiana).

“A UNE lutou muito pelo afastamento de Cunha de suas funções porque estamos do lado da democracia e defendemos que todos os suspeitos por corrupção sejam investigados. Isso não quer dizer que apoiamos uma caça as bruxas e prisões arbitrárias. É preciso respeitar o Estado democrático de direito amparando as medidas legais com provas”, destacou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

Desde 2015 as entidades estudantis encabeçaram uma campanha pedindo #ForaCunha devido às ligações corruptas de recebimento de dinheiro ilícito ao então presidente da Câmara bem como sua postura na condução dos processos parlamentares. Para a UNE Cunha agiu apenas em benefício próprio, barganhando e ameaçando votações, agilizando ou trancando pautas, agindo como um ferrenho opositor da democracia dentro da Casa do Povo.

O deputado afastado também encabeçou as pautas mais retrógradas e conservadoras do Congresso Nacional dos últimos tempos, como a tentativa de redução da maioridade penal e a aprovação do projeto que dificulta o atendimento de mulheres vítimas de violência. As mulheres brasileiras, principalmente as jovens estudantes fizeram um coro feroz constante nas ruas contra o parlamentar deste o ano passado até o seu afastamento.

A presidenta da UNE chegou a protocolar em Abril deste ano uma ação popular com pedido de liminar na Justiça Federal para que o parlamentar, na época presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMBD-RJ), fosse afastado imediatamente de suas funções e a revogação de suas ações na presidência da casa relativas ao recebimento do pedido de impeachment de Dilma Rousseff.

O pedido elencava algumas das manobras obscuras que o deputado vinha adotando para articular o impeachment da presidenta Dilma e evitar o andamento do processo movido contra ele.

“Eu como cidadã, estudante a frente da UNE, não posso me furtar do compromisso de defender a democracia, e os princípios republicanos deste país. Foram comprovadas contas de Cunha na Suíça com dinheiro sujo e já não há mais como negar suas ligações corruptas”, destacou ela na ocasião.

Relembre aqui a luta da UNE contra Eduardo Cunha.

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