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Cultura dentro do Bolso

28/08/2015 às 17:56, por Cristiane Tada.

doc Pessoa é para o que nasce

Documentário A pessoa é para o que nasce é destaque da coluna hoje 

É sexta-feira e olha a gente aqui outra vez! Hoje a nossa seleção tem cinema, exposição e música, e tudo do jeito que a gente gosta, tudo com entrada 0800. Então é só aproveitar! E a dica comentada fala de um documentário emocionante do diretor Roberto Berliner que fez famosa um trio de irmãs paraibanas muito simpáticas. Bom final de semana, galera!

Vilhena – RO

O que? Primeira sessão do projeto de extensão universitária Cine UNIR será exibido o documentário Duas aldeias, uma caminhada (2008), realizado pelos cineastas indígenas Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Beñites, da etnia Mbya-Guarani. Após a projeção do documentário, haverá debate com o antropólogo Émerson Pessoa, professor do Departamento de Administração do Campus de Vilhena. Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani dependem da venda do seu artesanato para sobreviver. Três jovens Guarani acompanham o dia a dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os brancos de hoje.

Quando? Sexta-feira, 28, às 19h30.

Onde? Auditório do Campus de Vilhena (Av. 02, Rotary Clube, 3756, Setor 10, Jardim Social, Quadra 01).

Quanto? Entrada gratuita.

Rio de Janeiro – RJ

O que? Exposição #AfroGrafiteiras. São dezoito projetos especiais que dialogam a partir do desejo emancipatório da mulher negra contemporânea.  Durante seis meses, um grupo de mulheres Afro-Brasileiras de diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro encontraram-se para pensar a posição da mulher negra na sociedade, e a partir daí, criar uma produção artística com curadoria e coordenação de Panmela Castro.  As obras da exposição coletiva reúnem pinturas, fotografias, vídeos, esculturas e instalações das artistas Amanda Barbosa, Angélica Menchini, Carla Felizardo, Ellen Alves, Gabriela Macena, Jennifer Borges, Joyce Fucci, Lu Brasil, Maiara Viana, Mariana Maia, Myllena Assumpção, Poema Eurístenes, Patrícia dos Santos, Rafaela Nascimento, Tainã Xavier, Tainá da Rocha, Viviane Laprovita e Ymaraz Rodriguez.

Quando? A abertura acontece no dia 29/08, às 14 em um Vernissage aberta ao público. Até 13/09 de Terça a Sábado das 13h às 19h.

Onde? Galeria Scenarium (Rua do Lavradio, nº 15, Centro Antigo)

Quanto? Entrada gratuita.

Santos – SP

O que? A Orquestra Sinfônica Jovem UniSantos e o Grupo Experimental de Teatro UniSantos (Gextus), integrantes do Projeto Cultural da Universidade Católica de Santos, mostram música e teatro neste fim de semana. A orquestra interpreta clássicos da música erudita, enquanto o grupo Gextus apresenta a peça ‘A Proposta’, uma livre adaptação para dramaturgia do episódio ‘La Propuesta’, do filme ‘Relatos Selvagens’.

Quando? Sábado (29) às 20h30.

Onde? Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico)

Quanto? Entrada franca.

Campo Grande – MS

O que? Primeira apresentação da temporada 2015 do Movimento Coral da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O Coro de Câmara da UFMS e o Coral da UFMS se juntam mais uma vez para oferecer duas apresentações com interpretação de repertório musical composto por obras de gêneros e estilos variados, originárias do cancioneiro erudito e popular.

Quando? 29 de agosto, às 18 h.

Onde? Casa de Ensaio (Rua Visconde de Taunay, 203)

Quanto? Entrada gratuita.

*Dica comentada por Yuri Salvador

A pessoa é para o que nasce 

Maria das Neves é Maroca. Regina Barbosa é Poroca. Francisca da Conceição é Indaiá. Três irmãs cegas de Campina Grande (PB), que passaram a vida tocando ganzá e cantando pelas ruas das cidades nordestinas em troca de esmolas.

O documentário do diretor Roberto Berliner registra ao longo de 7 anos o cotidiano destas doces mulheres, sua histórias, seus amores, e as artimanhas que usam para sobreviverem.

Filmar quem não pode ao menos se ver torna-se um desafio, vencido com genialidade por Berliner. Como se portar diante das câmeras? Talvez o fator “cegueira” tenha dado a naturalidade necessária ao documentário. Ao mesmo tempo os olhos do diretor escolheram cenários e enquadramentos perfeitamente propícios às histórias. Berliner trabalhou no limite de explorar a intimidade das irmãs e deu voz às suas histórias e canções.

O ponto forte da história é mesmo a relação entre as “ceguinhas de Campina Grande” e o cinema, que transforma suas vidas. Ser estrela de cinema, para quem não pode enxergar, parece até ironia. Mas não para Maroca, Poroca e Indaiá, que, junto com o filme lançaram também um CD com suas músicas.

O envolvimento natural entre equipe e personagens também são responsáveis por grandes momentos no filme. Uma das “meninas” chega a declarar amor ao diretor, em umas das mais engraçadas e ao mesmo tempo, comoventes cenas.

O documentário não está disponível para download, porém é facilmente encontrado a venda na internet com valor a partir de R$ 30,00.

Assista o trailer, veja fotos e conheça mais sobre as irmãs de Campina Grande aqui.

 

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