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Crise nas Estaduais: Universidades do PR e do RS também sofrem

03/10/2017 às 15:58, por Natasha Ramos .

Universidades como a UERGS e a UEPG sofrem com falta de dinheiro

Falta de investimentos e de autonomia financeira afetam universidades do Sul que correm o risco de serem as novas UERJs

Além do Rio de Janeiro, onde as universidades estaduais enfrentam uma situação calamitosa, estados como o Paraná e o Rio Grande do Sul passam por dificuldades parecidas, com a falta de investimentos e cortes de recursos.

A União Paranaense dos Estudantes (UPE) já se posicionou a respeito em audiência no último dia 18 de setembro: “Com o discurso falacioso e tendencioso de que as universidades são geradoras de crise e apenas oneram o Estado, o Governo do Beto Richa toma medidas como a de incluir todas no ‘Meta 4’, sistema de gerenciamento de Recursos Humanos que acaba com a autonomia de gestão financeira prevista na Constituição Federal”, manifestou-se a entidade.

Para Izabela Marinho, presidenta da UPE, as movimentações do governo estadual tem apresentado o intuito de privatização do ensino superior. “Defendemos um financiamento público que possibilite um real crescimento das IEES, desvinculado de uma política orçamentária congelada que não atende à realidade das Universidades”, afirma.

SEGURANÇA

A situação no Paraná vem piorando e inclusive colocando em risco a segurança dos estudantes. “Na Universidade Estadual de Ponta Grossa, uma estudante foi assaltada a mão armada porque não havia dinheiro para iluminação no campus. Depois dessa tragédia, eles conseguiram. Mas, outras universidades do estado passam por dificuldades parecidas de sucateamento e de falta de infraestrutura básica”, conta o deputado estadual Péricles de Mello (PT-PR), que integra a Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Estaduais do Paraná.

A Frente tem realizado audiências públicas no circuito onde estão localizadas as instituições de ensino no estado: Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR).

RIO GRANDE DO SUL

A Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, única universidade estadual do Estado, é outra que sofre com o corte de verbas do governo. “A universidade passa por uma crise, o governo Sartóri, do PMDB, aqui no Rio Grande do Sul, congelou o orçamento da universidade. Hoje, temos uma progressão de alunos entrando na universidade, mas não temos infraestrutura, quadro docente, e nem sequer políticas de assistência estudantil para que esse estudante permaneça na universidade”, diz o coordenador geral do DCE da UERGS, Éderson Ferreira.

Segundo ele, ano passado, o governo cortou mais de 30% do orçamento da universidade, o que prejudicou os estudantes das 24 unidades da UERGS. “O DCE denunciar o sucateamento das universidades. Existe uma lei de 2013 que garante 0,5% da receita do estado para fortalecer a UERGS, mas essa lei não é cumprida”, dia Felipe Eich, coordenador da UEE Livre – RS.

“Cada uma das unidades da UERGS foi pensada para promover o desenvolvimento regional do estado e interiorização do ensino. A luta do movimento estudantil aqui então é muito no sentido de resistência e de garantir essas duas coisas”, acrescenta Felipe.

A UNE lançou, durante o seu Seminário de Gestão, em São Paulo, um manifesto em defesa da Universidade Pública. A entidade convoca a juventude e os movimentos sociais a resistirem contra os ataques do governo ilegítimo de Temer à educação e às medidas de desmonte do ensino superior.

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