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Resolução de Conjuntura

01/03/2016 às 17:14, por Cristiane Tada.

RESOLUÇÃO DE CONJUNTURA

É tempo de luta e resistência!

O momento político que o Brasil vive nos exige coragem e disposição para lutar. A União Nacional dos Estudantes está firme na defesa dos direitos do povo brasileiro e não admite nenhum tipo de retrocesso. A unidade na luta, da grande maioria dos movimentos sociais, fez a diferença. Terminamos o ano de 2015 com uma ofensiva das forças com o povo na luta por mais direitos, pela mudança da política econômica, pelo Fora Cunha!, contra a onda conservadora e golpista que ainda está em curso no país.

O impeachment da Presidenta Dilma Rousseff ainda está na pauta, sem nenhuma fundamentação legal, tendo em vista que não existe qualquer comprovação de ilegalidade por parte da Presidenta. A mídia e as forças conservadoras tentam desestabilizar o governo a todo custo, que com auxílio da Polícia Federal criou a espetacularização da corrupção, desmoralizando figuras como Lula para fazer avançar ainda mais as forças conservadoras.

A defesa da democracia não pode ser encarada de forma vacilante, aprovações de projetos a portas fechadas no congresso nacional, a lei antiterrorismo e o impeachment da Presidenta Dilma são iniciativas que precisam ser barradas no Brasil. Defender a democracia é também defender a mudança da política econômica do governo, a garantia dos direitos dos/as trabalhadores/as, a participação popular e um projeto de desenvolvimento para o Brasil.

O ano de 2016 começa difícil, uma série de retrocessos se apresenta, tanto no Congresso Federal, quanto por parte do Governo Federal. Ainda sob as circunstâncias da crise mundial do capitalismo, a política econômica, no Brasil, segue equivocada, e o ajuste fiscal permanece vigente. Os cortes nos orçamentos sociais são graves, só na educação o corte é maior que no ano de 2015 e dificulta cada vez mais o alcance do investimento dos 10% do PIB na educação. As universidades públicas e privadas precisam de mais atenção, somos contra os cortes no PIBID, e qualquer ação que desvalorize e prejudique o funcionamento da universidade. Precisamos encarar o Plano Nacional de Educação como uma importante ferramenta de mobilização em torno das transformações necessárias.

Sabemos que as vitórias conquistadas nos últimos períodos em termos de democratização, ampliação e popularização do ensino superior não esgotou nossas reivindicações por uma outra educação no país; o acesso da classe trabalhadora e dos/as jovens periféricos ao ensino superior abriu inúmeros desafios que devem impulsionar as lutas de hoje e do futuro, construindo uma universidade cada vez mais democrática, inclusiva, popular e participativa na sua gestão e orçamento.

Uma pesquisa realizada pelo Datapopular revelou dados alarmantes sobre a violência contra as mulheres no ambiente universitário e esta pauta deverá estar no centro da agenda da UNE. O 7º Encontro de Mulheres Estudantes cumprirá um papel fundamental na organização das universitárias em uma agenda de enfrentamento à este cenário.

O 5° Encontro de Negros e Negras da UNE (ENUNE) também cumprirá um papel de suma importância para a organização da perspectiva antirracista nas Universidades e na sociedade, sobretudo diante do novo perfil de estudante que se encontra no ensino superior fruto do REUNI, Cotas, FIES e ProUni. O combate ao genocídio da juventude negra e a permanência e assistência estudantil dos/as jovens que entraram nas universidades pelas políticas já citadas são temas que a UNE deve se debruçar em seus fóruns.

Bem como o Encontro LGBT que igualmente terá a responsabilidade de organizar os LGBTs para a construção desta nova universidade que queremos e desta outra sociedade mais democrática e plural, que combata as opressões e garanta de forma efetiva e concreta os direitos que já foram conquistados e outros que fomentam a continuidade destes cidadãos nas trincheiras de luta.

A União Nacional dos Estudantes reafirma a necessidade de impulsionar a mobilização das suas bases para responder as demandas da complexa conjuntura brasileira, para que a UNE em conjunto com todos e todas estudantes cumpra ao lado dos movimentos sociais populares e sindicais o papel de disputar no cotidiano das universidades e nas ruas os rumos do projeto popular e democrático de sociedade que sonhamos construir.
Os trabalhadores e os estudantes não podem pagar pela crise!

A proposta da reforma da previdência apresentada pelo governo, coloca os movimentos socais em alerta, ameaça os direitos históricos dos trabalhadores. Segundo as Centrais Sindicais, não é o momento de se fazer reforma na previdência, queremos mais avanços e mais conquistas e não aceitaremos nenhum retrocesso.
Nenhum direito a menos, esse é o lema dos movimentos sociais Brasileiros!

É preciso apresentar uma agenda positiva para o Brasil, o desemprego cresce e é preocupante, o ritmo de aceleração da economia precisa ser estabelecido, mais investimentos, gera mais empregos. Reafirmamos veementemente que a saída para a crise instaurada no país não é cortar da educação, dos/as trabalhadores/as e dos setores sociais mais vulneráveis. A saída para a crise econômica precisa ser pela esquerda, ousada, com o fim do ajuste, pautando a queda de juros, a auditoria da dívida pública, o fim do superávit, a taxação das grandes fortunas, a taxação de impostos para transportes de luxo (lancha, jatinhos e etc.), gera mais arrecadação para desafogar o estado Brasileiro.

O pré-sal é nosso, a Petrobrás é nossa!

A soberania do nosso país vem sido sistematicamente atacada, o PLS 131/15 do Senador José Serra, é a tentativa entreguista de desvalorizar a maior empresa estatal do Brasil, a Petrobras, visando quebrar a exclusividade da Petrobras na exploração do pré-sal. O substitutivo proposto pelo governo é perigoso e afeta a soberania do estado Brasileiro. Defender a Petrobras, é defender o pré-sal e defender a educação. Get all videos on Vidmate

Fora Cunha!

A Câmara dos Deputados mais conservadora, desde a ditadura militar, ainda mantêm Eduardo Cunha na Presidência, mesmo com todas as acusações de corrupção e com contas na Suíça. O Cunha, que hoje atinge o patamar de 78% de rejeição na sociedade, representa uma política atrasada, carregada de preconceitos e intolerância, a agenda do Congresso Nacional é recessiva nos direitos civis das mulheres, da juventude, dos negros e negras e LGBTs. Exigimos o imediato afastamento do Cunha da presidência da Câmara: Fora Cunha!
Somos a geração que transformou o Brasil, popularizamos a universidade, e conquistamos muitos direitos, chegou a hora de defender essas conquistas e lutar para avançar mais, não queremos retrocessos. Por isso convocamos todos/as os/as estudantes para o dia Nacional de Mobilização, em Brasília, no dia 31 de março, o Brasil precisa de nós e seremos 100 mil Brasileiros e Brasileiras defendendo o nosso povo e o nosso país.
Venceremos!

União Nacional dos Estudantes
29 de fevereiro de 2016

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