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CONEG: Pensar a mídia independente com união, resistência, além do Facebook

15/07/2016 às 19:39, por Renata Bars.

Convidados falaram sobre a democratização da comunicação e a importância de se pensar além da lógica capitalista

Atualmente, a discussão sobre a democratização da comunicação ocorre nos marcos da ascensão das mídias independentes no país. São atores paralelos à grande mídia fazendo a diferença nas redes ao criar outras narrativas. Entender esse contraponto foi uma das questões abordadas durante o primeiro dia do 64º CONEG da UNE, na mesa ”A atualidade sobre o debate da democratização da comunicação”. O CONEG vai até o domingo (17), na Universidade Paulista (UNIP), em São Paulo. Cerca de 500 lideranças estudantis de todo o Brasil vão participar.

ALÉM DO FACEBOOK

Laura Capriglione, do Jornalistas Livres, lembrou que as mídias alternativas devem pensar outras maneiras de chegar ao público, além do algoritmo do Facebook. ”O Jornalistas Livres se constituiu usando o Facebook como plataforma principal. No entanto, com o anúncio de que agora a rede de Zuckerberg dará prioridade às páginas pessoais precisamos pensar alternativas. Tudo bem para o New York Times ou a Folha de São Paulo pagarem impulsionamento. Mas o mesmo corte do Facebook aconteceu para os pequenos que estão lutando para fazer uma contra-narrativa. O desafio agora é pensar além das redes sociais”, alertou.

No último dia 29 de junho, o Facebook anunciou uma alteração na forma como os usuários veem as publicações no feed de notícias. Segundo a empresa, agora o algoritmo da rede social dará prioridade para conteúdos postados por amigos e familiares em vez de publicações feitas por marcas e páginas oficiais de empresas.

“SUPERMERCADO DA IDEIAS”

coneg_comunicacao

Leonardo Sakamoto participa do 64º CONEG da UNE

Foi consenso entre os convidados de que é preciso abrir espaço para as mídias independentes. Laura sugeriu a união de força entre os coletivos.

”Seria um supermercado das ideias e valores democráticos. Unindo todos que são a favor da democracia para não ficarmos mais confinados à lógica capitalista do Facebook”, convocou.

O jornalista e cientista político, Leonardo Sakamoto, blogueiro e apresentador do programa Havana Connection, também concorda com a ideia de união.

”Agrupar é importante para dar relevância e credibilidade. Por isso, a gente precisa reconstruir um processo em que coletivamente consigamos fazer uma narrativa de esquerda, oferecendo ao leitor um pacote de interpretação da realidade de esquerda e não fragmentada como recebemos hoje nas redes sociais” disse.

URGENTE: DEMOCRATIZAR A COMUNICAÇÃO

coneg_comunicacao_3Daniel Macedo, da Enecos, defende o discurso além do “Globo Golpista”

A secretária-geral do Forúm Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC), Bia Barbosa, acredita que a atual conjuntura vivida na comunicação acontece por não termos enfrentado o debate sobre a democratização anteriormente.

”Nesse momento, é uma agenda difícil de avançar, por isso teremos mais resistência para fortalecer a luta pela democratização a médio prazo. O Marco Civil da Internet está em jogo, as concessões de tvs comunitárias estão em jogo, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) está em jogo. Devemos proteger nossos direitos”, alertou.

Para Daniel Macedo, representante da Coordenação da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos), os movimentos sociais e mídias alternativas devem reviver Junho de 2013 e reivindicar nossos direitos.

”Não podemos ficar só no discurso da ”Globo Golpista”, temos de aprofundar a discussão para pensar a comunicação além da lógica capitalista”, afirmou.

 

Fotos: Vitor Vogel – CUCA da UNE

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