Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

CONEG alerta: golpistas querem mexer no nosso pré-sal

18/07/2016 às 16:27, por Diogo Silva, colaboração para o CONEG.

Medidas do governo golpista e a orquestração de ataques midiáticos contra a Petrobras colocam uma das maiores possibilidades de geração de renda do país na berlinda

O governo golpista tenta, a todo custo, acelerar a aprovação de projetos que mudam a exploração exclusiva do pré-sal pelo Petrobras, abrem de vez as portas do mercado petroleiro para empresas internacionais e geram o fim da gestão nacional dos contratos de partilha. Essas ações não só afetam a soberania da nação mas também atingem uma fonte volumosa de renda que poderia financiar, por exemplo, a Educação e a Saúde.

Para debater esse tema, a 64º CONEG trouxe para a mesa “O Pré-Sal é nosso” o ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima; o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e o Coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel.

O Projeto de Lei 4567/16, de autoria do ministro ilegítimo José Serra, que corre às pressas para ser votado no Congresso Nacional, retira a obrigatoriedade de atuação da Petrobras como operadora única de todos os blocos contratados pelo regime de partilha de produção em áreas do pré-sal.

Há Pressa para “pagar o golpe”

mesa_pre-sal_coneg2José Maria Rangel, da FUP

“A minha preocupação principal não é a retirada da operação da Petrobras no pré-sal e, sim, o fim da partilha da produção. O governo tem dois projetos engavetados para acabar com a partilha da produção e pressa para aprová-los”, disse Haroldo Lima.

Para José Maria Rangel, o pré-sal é uma das questões principais do golpe. “Isso é mostrado pela velocidade que eles querem aprovar a questão. Essa mudança, essa velocidade, é o pagamento do golpe”, denunciou.

“Tirar a Petrobras da exploração única abre a possibilidade para a exploração ser cada vez mais realizada por empresas internacionais. O risco é de clara desnacionalização da atividade de exploração do pré-sal brasileiro”, alertou José Sérgio Gabrielli, que chamou a atenção para a possível perda, com essa medida, do fundo previsto para viabilizar a expansão da cadeia produtiva de bens e serviços no Brasil e o financiamento da Saúde e da Educação.

Petrobras, a mídia e as multinacionais

“Desde o início da Petrobras, na década de 50, a questão da apropriação da renda petroleira rende editoriais em jornais como o Estadão e o Globo muito semelhantes aos atuais. A Petrobras foi escolhida como alvo pois se tornou um ativo positivo na sociedade  brasileira, que identifica na empresa algo que pode melhorar o seu futuro e isso tinha que ser desmontado para viabilizar a entrada das multinacionais”, analisou Gabrielli.

Para Rangel, o bombardeio midiático foi utilizado pelos golpistas como ato estratégico para desgastar a imagem da empresa. “Desde março de 2014 para cá, a Petrobras é diariamente alvo de notícias negativas, que passam para a população a impressão de que na empresa só existem corruptos, e um dos objetivos disso é certamente contar com o apoio da opinião pública para a retirada da Petrobras da operação do pré-sal”, observou o Coordenador da Federação Única dos Petroleiros.

DO “PETRÓLEO É NOSSO” AOS DIAS DE HOJE

Para os componentes da mesa, é fundamental a mobilização estudantil para levar o tema do Petróleo à discussão para dentro das escolas, famílias e comunidade em geral.

Haroldo Lima lembrou que o lema “O Petróleo é Nosso” foi criado pela UNE nos anos 1950 e indicou que o momento pede que os jovens pressionem o governo a encontrar formas para resolver esse problema, “que é grande, mas não é insolúvel”.

Gabrielli ressaltou que os estudantes são um instrumento muito importante para chegar a mais gente a explicação de que o tema do petróleo não se refere apenas ao preço da gasolina. “O petróleo é uma renda que pode financiar uma transformação da sociedade”, disse.

Segundo Rangel, os estudantes e os professores são fundamentais nesse processo pela capilaridade que têm e porque grande parte dos recursos que vão viabilizar o PNE são oriundos do pré-sal. “Se os estudantes e professores se envolveram mais nessa questão e disseminarem o assunto, podemos virar esse jogo”, considerou.

→ Veja o vídeo da campanha da UNE “O pré-sal é do Brasil”

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo