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Comunidade Acadêmica se organiza em Frente em Defesa da Unila

19/07/2017 às 18:06, por Cristiane Tada.


Deputado federal Sérgio Souza quer extinguir projeto de integração latino-americana da universidade

Esta semana o anúncio de uma emenda de autoria do deputado federal Sérgio Souza (PMDB/PR), à Medida Provisória nº 785/2017, que pretende transformar a Universidade Federal da Integração Latino Americana (Unila), em Universidade Federal do Oeste do Paraná (UFOPR) pegou de surpresa a comunidade acadêmica da Região da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu no Paraná, onde está localizada.

“A emenda extingue a UNILA do seu projeto inicial e por isso a comunidade acadêmica toda se revoltou e o estudantes se organizaram para resistir”, destacou o estudante de Ciência Política e Sociologia, Felippe Santana, de 24 anos.

Na segunda-feira (17/07) eles realizaram uma assembleia estudantil que formou uma Frente de defesa Unila Resiste e aprovou um Manifesto Estudantil. “A UNILA é vocacionada para a integração, através da interlocução com milhares de cidadãos e cidadãs da América Latina que cooperam com seu projeto humanístico, científico e tecnológico”, diz trecho do manifesto.

O texto afirma ainda que o deputado Sérgio Souza não possui vínculos com os temas da educação, tendo sua atuação parlamentar dedicada aos interesses da bancada ruralista, bancada esta cujo deputado foi citado na operação Carne Fraca do Congresso. Para o estudantes o ataque não se dá de forma isolada e integra o desmonte da educação superior do governo ilegítimo de Michel Temer.

“A Frente está dialogando com a sociedade para buscar apoio. Entendemos que perante esse governo golpista temos que fazer uma disputa não só nas ruas, mas também institucional e é preciso que as instituições como a UNE se posicionem”, destacou Santana.

A Reitoria da instituição também divulgou uma nota para alertar a comunidade sobre este que chamou de “ato arbitrário feito de forma ilegítima e inconstitucional, e sem a devida consulta pública aos interessados”. > Leia na íntegra AQUI.

O movimento também organizou uma petição em defesa da universidade que já tem mais de 13 mil assinaturas e apoios entre elas a ex-presidenta Dilma Rousseff, o ex-ministro da educação Renato Janine Ribeiro, a deputada federal Jandira Feghali do PcdoB, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) mais de 30 entidades.

Política externa solidária

A Unila foi inaugurada em 2 de setembro de 2010, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, a universidade conta com quase 3.700 estudantes de diversas nacionalidades matriculados nos 30 cursos de graduação e 7 cursos de pós-graduação. No quadro de servidores, são 518 técnicos administrativos, 129 trabalhadores terceirizados e 368 docentes. Entre estes, 301 professores brasileiros e 67 de provenientes de outros países da América Latina. Em artigo para a Rede Brasil Atual divulgando nesta quarta-feira (19/7) as professoras da entidade Cecilia Angileli, Karen Honório e Roberta Traspadini destacam que a criação da Unila materializou uma ideia audaciosa de formar sujeitos que incidam nos problemas sociais e econômicos da América Latina a partir de suas áreas específicas (exatas, humanas e biológicas) com uma perspectiva de integração. “ Mais do que uma universidade brasileira, como outros importantes projetos, a Unila consolida uma deliberada política externa solidária entre diversos Estados Nacionais em cooperação com o Brasil. Política esta que repensa o papel do Brasil e dos países da América Latina como protagonistas e pares nas relações internacionais”.

 

 

 

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