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Comunidade acadêmica protesta contra perseguição política da PF aos reitores

06/12/2017 às 16:31, por Cristiane Tada.

Manifestação em frente a PF nesta tarde pedindo que os professores da UFMG fossem soltos

Às 17h acontece assembleia na Pampulha e às 20h Frente Brasil Popular se reúne na Casa do Jornalista

Logo mais às 17h acontece uma Assembleia da Comunidade Universitária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e um ato político em frente ao Campus da Pampulha, em Belo Horizonte.

As ações são uma resposta da comunidade acadêmica que foi surpreendida nessa quarta-feira (06/12) de manhã com a condução coercitiva de reitor Jayme Ramirez, da vice-reitora Sandra Goulart, do ex-reitor Clélio Campolina e da ex-vice reitora Heloisa Starling. De acordo com os Jornalistas Livres, ao todo, 11 pessoas foram detidas. A operação da Polícia Federal ironicamente intitulada “Esperança Equilibrista” faz referência a música de João Bosco & Aldir Blanc hino do Brasil na época da anistia e investiga supostos desvios de verba na construção do Memorial da Anistia, espaço destinado a memória política do período da ditadura militar.

Durante a tarde em um ato simbólico estudantes, professores, entidades do setor educacional e alguns parlamentares fizeram um abraço simbólico na reitoria em solidariedade a arbitrariedade da Polícia Federal. Os estudantes também estão estão se mobilizando para paralisar as aulas.

“Mais uma vez a universidade pública é atacada e a gente sabe que o principal objetivo disso é a privatização do ensino gratuito. A UEE-MG está se unindo com as entidades da universidade, estamos aqui na reitoria de prontidão para construirmos uma frente em defesa da universidade. A gente sabe que este não será o único ataque, temos acompanhado outros casos como na UFSC que levou a morte de um reitor progressista que lutava pela educação pública”, destacou Luanna Ramalho, presidenta da UEE.

A Frente Brasil Popular também vai se mobilizar e se reunir em defesa do Memorial da Anistia do Sindicato dos Jornalistas (Av. Álvares Cabral, 400, Centro de BH) hoje às 20h.

Memorial da Anistia

A UNE e a UEE-MG divulgaram em nota que é emblemático que esta operação da Polícia Federal seja justamente sobre a pesquisa desenvolvida para memória daqueles que lutaram contra os abusos da Ditadura Militar. “Uma nova onda de perseguição política e patrulhamento ideológico que se assemelha com aquele período está em curso”. Leia aqui.

A deputada Margarida Salomão (PT-MG) presidenta da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas, divulgou também que não há qualquer justificativa para a forma como a operação se deu. “Não há qualquer justificativa para conduzir coercitivamente dirigentes universitários, cidadãos e cidadãs conhecidas publicamente, co m endereço estabelecido, cumprindo suas funções e que, a qualquer momento estariam à disposição da PF para prestar as explicações que fossem necessárias”.

Gil Duarte, membro do Comitê de acompanhamento da sociedade civil a Comissão de Anistia, afirmou o Memorial foi aprovado em 2009, e teve todas as contas aprovadas.

“Há dez anos que estamos sonhando com o Memorial da Anistia, ele foi idealizado em 2007. É um sonho, ele será o único no Brasil destinado aos perseguidos da ditatura militar e eles querem destruir”. Duarte afirmou que todos os projetos e processos da Comissão de Anistia foram paralisados pelo ministro da Justiça, as obras do Memorial estão paralisadas.

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