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Como nossos pais: crianças coloriram o ato contra o golpe

16/04/2016 às 14:38, por Cristiane Tada.

Famílias inteiras renovavam esperança de futuro de liberdade e avanços para os filhos

A mãe da pequena Valentina comemorava um mês  de vida da filha na tenda do ato dos Movimentos Sociais pela Democracia contra o Golpe,  no Acampamento do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília neste dia 16. Aline Oliveira de Morais (26) é do Movimento Sem Terra (MST) e junto com os outros 3 filhos e o esposo está acampada há 3 meses na Fazenda Porteirinha em Formosa, Planaltina (DF). Natural de Corumbá (MT) ela aguarda a oficialização do assentamento para finalmente poder ter endereço fixo depois de dez anos na luta.

Mesmo há poucos dias de um parto de cesária, Aline afirma que prefere estar no meio do povo lutando em vez de ficar de resguardo na barraca.

“Só com o governo da Dilma que  temos possibilidade de ter a nossa terra, se o golpe vier nós não temos mais chance nenhuma”, ressaltou.

E continuou esperançosa: “Para a Valentina ter futuro, só com a Dilma”.

O espaço improvisado da Ciranda da Democracia, também reunia vários pais e crianças de todas as idades, que podiam desenhar em cartolinas, pintar, tomar água ganhar uma bolacha. Foi lá que encontramos Ana Flávia (38) com a filha Júlia (4) .

“Desde a época das eleições ela do nada disse que a Dilma era sua amiga. Então hoje eu a trouxe aqui para ela ver a amiga dela”, brincou.

Para a mãe mesmo pequenininha, ela pode aprender a importância de lutar por seus direitos e por objetivos maiores coletivos.

Já Renato Domiti, veio com a família toda, a esposa e os dois filhos. Mesmo assumindo a dificuldade de vir e trazer as crianças no meio da multidão, o pai achou uma boa lição trazer as crianças.

crianças

Renato contou que na creche o filho aprendeu a repetir “fora Dilma” sem nem mesmo entender o sentido e por isso os pais acharam importante as crianças virem aqui e ver “o povo do outro lado”.

“O Francisco (2) é muito pequenininho, mas o Martim (6)  já é hora dele começar a ter suas próprias escolhas”, afirma o pai.

Sobre a votação de domingo o pai foi taxativo: “não vai ter golpe”.

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