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Comitês Universitários pela Democracia vão radicalizar ações contra o golpe

27/04/2016 às 12:31, por Cristiane Tada.

Diversos atos devem acontecer Brasil afora nesta quinta (28) Dia Nacional de Paralisação nas Universidades

Nesta terça-feira (26) representantes de 15 Comitês Universitários pela Democracia se reuniram na sede das entidades estudantis em São Paulo.

O encontro foi de planejamento da próxima quinta-feira (28) Dia Nacional de Paralisação nas Universidades em Defesa da Democracia organizado em conjunto com as centenas de comitês de resistência democrática que foram organizados dentro das instituições de ensino e têm promovido diversas atividades desde que o golpe avançou no país.

Na opinião dos estudantes é necessário radicalizar as ações para defender a democracia.

Além disso, os representantes acordaram unidade na atuação entre os comitês e os movimentos sindicais e sociais, e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Do curso de direto da PUC-SP, Gabriela Carrocini, destacou a importância da reunião como estratégia de pensar formas de sensibilizar os estudantes locais e individualmente, pensando as particularidades de cada universidade.

Ela conta que na PUC a mobilização corre solta e os estudantes mesmo os que não se posicionaram estão abertos a discussão. Mas para ela é necessário aprofundar mais o debate na disputa de valores. “Precisamos conversar mais a fundo sobre todas as questões que rondam o golpe como a questão da reforma previdenciária, a questão trabalhista, da crise econômica, do Brasil Brics perante a economia mundial”, ressaltou.

Já Leonardo Martins, do curso jornalismo na Cásper Líbero, veio atrás de reforço na luta. “Na Cásper a mobilização é muito nova, temos as frentes feministas e LGBT que entram nesta discussão, mas precisamos de uma ajuda na organização e é isso viemos buscar aqui na UNE junto com as outras universidades”, explicou.

O futuro historiador pela USP, João Luiz Lemos, lembrou que estamos num momento decisivo da política do país e as universidades estão cumprindo um papel importante. “Neste momento é a hora de unificarmos ao máximo , que os comitês que ser formaram consigam se unir junto com as entidades estudantis como a UNE e a UEE-SP para fazer ações organizar os estudantes, mostrar que os estudantes brasileiros são contra o golpe e vão defender a democracia e impedir estes golpistas de tomarem o poder neste país”.

Ele conta que na maior universidade do país os estudantes estão bem mobilizados, e o comitê contra o golpe atua desde o ano passado. “Já realizamos diversos atos na universidade, com professores, técnicos administrativos e neste dia 27 vamos ter uma reunião “USP contra o golpe” e vamos encaminhar ações para nos somar ao dia 28 que estarão acontecendo Brasil afora”.

Universidades pela democracia

Os chamados comitês universitários pela democracia estão surgindo em instituições públicas e privadas, de todas as regiões, com o objetivo de debater o momento político atual e contra a ruptura institucional no país. A iniciativa envolve estudantes, professores, funcionários, técnico-administrativos e toda a comunidade acadêmica.

Para acompanhar esse movimento, foi criado o site Universidade Pela Democracia(www.universidadepelademocracia.com.br), uma plataforma de mapeamento de todos os comitês criados pelo país, além de coletivos e outras frentes universitárias. Antes, o movimento já atuava pelas redes sociais no endereço facebook.com/universidadepelademocracia.

A ideia da ferramenta é reunir em só espaço toda a mobilização universitária pela democracia, auxiliando na organização local e na construção de redes. O funcionamento é simples, basta o usuário cadastrar o seu comitê ou o seu coletivo pela democracia e passar a integrar o sistema.

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