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Comitês universitários: luta não termina com votação do impeachment

16/04/2016 às 18:14, por Cristiane Tada Foto: Bruno Bou/Cuca da UNE.

Reunidos na tenda da UNE, no Ginásio Nilson Nelson, estudantes afirmam que luta pela democracia vai além da defesa contra o golpe

Barrar o golpe em curso no nosso país para que as escolas e universidades possam avançar como espaços políticos e cada vez mais democráticos. É isso que querem os estudantes dos Comitês  pela Democracia reunidos na tenda da UNE,  no Ginásio Nilson Nelson.

Foram mais de 90 comitês lançados em universidades de todo o Brasil para defender a legalidade do mandato da presidenta Dilma Rousseff.

A  presidenta da UNE, Carina Vitral, afirmou que o movimento estudantil se fortaleceu muito com os comitês de luta pela democracia em cada uma das universidades e que isso não pode morrer.

“Domingo independente do resultado, nós precisamos transformar os nossos comitês em defesa da democracia em grandes comitês de luta em defesa da educação, em defesa de mais recursos e mais direitos. Porque nós queremos saber porque o governo escolheu seu slogan de pátria educadora, e sucessivamente corta verba da educação, isso é uma incoerência, e nós não vamos aceitar”, ressaltou.

Ainda sobre o fortalecimento do ME Carina agradeceu as mais de 2 mil pessoas que contribuíram para que a caravana dos estudantes com jovens de diversos estados chegasse até Brasília.

“Este acampamento lotado é a prova de que a UNE apesar de completar 79 anos de história, ela está mais viva, mais forte e mais combativa do que nunca”, ressaltou.

comites

Já a vice-presidenta da UNE, Moara Correa, afirmou que os estudantes estão na capital federal para se posicionar contra esse golpe que além de ser machista com a presidenta, é um golpe classista e racista.

“Eu e vocês somos a nova cara da universidade brasileira e quem conduz esse golpe não topa com isso, me ver enquanto mulher, jovem e negra dentro da universidade, ver meus pais que hoje com mais de 50 anos estão dentro da universidade, ver a galera do campo que com 60 anos foram estudar, estão terminando o ensino médio e também fazendo uma graduação, uma pós-graduação”, explicou.

Moara foi firme ao dizer que não haverá golpe, mas os jovens também querem disputar essa democracia que tanto se fala. Ela também afirmou que o papel dos comitês não termina aqui.

“Continuar mobilizando a sua universidade por mais avanços.  Essa nossa tarefa quando voltarmos, agora precisamos mudar essa universidade, ela já deu. Temos que mudar nossas gestões, participar ativamente do orçamento delas , mudar nosso currículos. Continuaremos atentos, não vamos recuar. Queremos mais democracia e mais direitos para a juventude trabalhadora”, finalizou.

Por um ensino democrático

A presidenta da UBES, Camila Lanes, esclareceu que vivemos hoje uma conjuntura muito diferente do que no passado, que as universidades públicas avançaram muito, mas escola pública foi esquecida no tempo.

“A estrutura ainda é a mesma e está estagnada. O que temos de diferente são os estudantes que em mais de 7 Estados ocuparam a escola contra o fechamento das escolas. Essa galera deu um exemplo de cidadania muito grande”, afirmou.

Camila sugeriu que secundaristas como os que agora que estão em luta no Rio de Janeiro sejam nosso exemplo, porque eles estão lutando não só por uma escola pública de qualidade, mas por um novo modelo de escola.

“ A escola não é um ambiente fechado, uma gestão democrática inclui a inclusão da família todo no processo e nas decisões da escola e é isso que queremos”.

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