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Comitês perseguidos pelo país reafirmam luta nas universidades

26/10/2018 às 18:30, por Redação .

Estudantes paraenses se reuniram para uma foto histórica em defesa da universidade pública, gratuita e inclusiva

Mais uma vez na história estudantes protagonizam resistência democrática 

Desde de que ameaças e perseguições nos estabelecimentos de ensino tem trazido um gosto amargo de período de exceção novamente na República universidades de todo o Brasil tem se transformado na resistência contra o fascismo e a favor da democracia. São mais de 120 comitês em universidades de todas as regiões do país que reúnem estudantes, funcionários e professores.

Na Universidade Federal do Pará (UFPA) os estudantes deliberaram uma paralisação até sexta-feira (26/10) para uma ação conjunta.

“Dividimos as mais de 600 pessoas que compareceram na nossa assembleia por pontos da cidade para conversar com a população. Estamos defendendo a educação, a universidade e as nossas vidas”, destacou Ellana Silva, estudante de Ciências Sociais.

Nesta quinta-feira (25) os estudantes paraenses se reuniram para uma foto histórica em defesa da universidade pública, gratuita e inclusiva. (Foto capa)

Na Universidade Federal da Bahia (UFBA) o Comitê em defesa da democracia da Faculdade de Direito, da Faculdade de Arquitetura tem saindo do campus para panfletar em algumas comunidades da cidade.

Atividade na UFBA 

“Na quarta-feira teve um ato da educação em frente a reitoria, com sindicato de professores do Estado da Bahia, diversos sindicatos de educação, também o Comitê antifascista da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), fazendo adesivaço e mobilizando as pessoas que passavam”, destacou o Natan Ferreira, presidente da União de Estudantes da Bahia.

Nesta quinta-feira também aconteceu um ato do Comitê antifascista da UNEB.

A estudante do Centro Acadêmico Vladimir Herzog da Cásper Libero, Lorena Alves, conta que na universidade dela o comitê pela democracia surgiu a partir de uma reunião para discutir estratégias para derrotar o fascismo e foi quando os estudantes sentiram a necessidade de um trabalho permanente de debate com a população.

“É preciso a gente reunir nossos argumentos, descontruir mentiras como a de que existe uma ameaça comunista no Brasil e compartilhar os nossos conhecimentos com outros comunicadores porque no nosso exercício a gente sabe que além de defender a democracia a gente precisa compartilhar a verdade”, destacou.

Esta semana marcou 43 anos que o jornalista Vladimir Herzog que dá nome ao CA, foi torturado e morto pelos militares quando era diretor da TV Cultura.

Apesar das ameaças constantes e que tem cruzado décadas, levantamento inédito do Intercept Brasil revela que o comando que está caçando esquerdistas nas universidades já perseguiu 181 professores desde 2011– Lorena acredita que o momento é de ter esperança, sobretudo para os jovens.

“ Não adianta a gente virar para o outro e ter medo, é preciso a gente se juntar, se organizar para panfletar em prol da nossa democracia, é preciso que a gente diga uns aos outros mensagens de esperança e se enconrajar porque já vimos que nossa luta dá resultado”.

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