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Comissão da Verdade da UNE lança relatório

05/06/2015 às 20:30, por Bruno Huberman.

Ato no 54º Conune e publicação prestam homenagem aos estudantes que resistiram à ditadura militar

A memória dos estudantes brasileiros que resistiram e tombaram em defesa da democracia durante o regime militar (1964-1985) foi lembrada nesta sexta-feira (5) no ato de lançamento do relatório final da Comissão Nacional da Verdade da UNE.

Balões com os rostos de Honestino Guimarães e Helenira Rezende, militantes estudantis que desapareceram pelas mãos da ditadura, compuseram o cenário do teatro de arena montado na Praça Universitária, em Goiânia. A comissão da UNE sistematizou as principais informações disponíveis sobre as mortes dos dois líderes – e de outros 83 estudantes.

“A UNE somos nós, nossa força, nossa história e nossa voz”, bradou a coordenadora da comissão, Raisa Marques, ressaltando a história ao brado da entidade.

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, participou do ato e congratulou a UNE pela iniciativa.

“A UNE fez exatamente o que nós da CNV gostaríamos: dar continuidade às investigações e avançar. A legitimidade que a UNE tem deve ser colocada a serviço dessa missão que o Brasil tem com seu passado, da reconciliação que nossa sociedade precisa”, afirmou Dallari.

José Carlos, da Comissão de Anistia, defendeu a reabertura de processos como forma de fomentar a justiça no presente. “É preciso um novo debate sobre a responsabilização dos torturadores, um novo conceito de anistia para finalmente punir os torturadores”, afirmou.

RUY CÉZAR, PRESENTE

O baiano Ruy Cézar, ex-presidente da UNE morto em 2013, foi o grande homenageado do ato. Ruy foi o responsável pela condução do Congresso de reconstrução da entidade em 1979, em Salvador.

Iago Montalvão, estudante de direito na UFG e diretor da UNE, leu uma carta enviada pela esposa e pelos filhos de Ruy. O colega de militância e ex-presidente da UNE Javier Alfaya discursou em memória do amigo.

CONTRA O EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA

O ato organizou ainda uma performance contra o extermínio da juventude negra das periferias — um legado da ditadura, como apontou a presidenta da UNE, Vic Barros.
“A truculência e a violência da nossa polícia é a mesma d a ditadura: uma herança maldita daqueles tempos que nós temos a missão de combater. Relembrar a ditadura significa fortalecer a luta de hoje. Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”, disse Vic.

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