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Com ou sem impeachment, estudantes vão às ruas, diz presidenta da UNE

12/04/2016 às 14:47, por Vladimir Platonow - Agência Brasil. Foto: Cuca da UNE.

Carina Vitral falou durante o ato ”Cultura pela democracia” que aconteceu no Rio de Janeiro, na última segunda-feira

Os estudantes vão tomar as ruas do Brasil, com ou sem impeachment. A afirmação é da presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral. Ela participou do ato Cultura pela Democracia, manifestação, na Lapa, região central do Rio, contra a possibilidade de impedimento da presidenta Dilma Rousseff.

“Os estudantes estarão nas ruas, em defesa da democracia, neste momento político complexo que a gente vive no país. Mais uma vez somos chamados a se posicionar e nos colocamos ao lado do povo brasileiro. Se a gente ganhar ou se perder o impeachment, nós vamos nos manter nas ruas. Se perdermos, com certeza, nos dias seguintes e nos demais que se sucederem, faremos mobilizações para derrotar os projetos privatistas de um possível governo Temer. E se vencermos, vamos nos manter nas ruas, pois não aceitaremos recuos do governo”, disse Carina.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse que, independentemente do que acontecer, estará em defesa de uma saída à esquerda para a crise. “O problema é que hoje o que está em jogo com este golpismo é uma perspectiva de retrocesso histórico e brutal, que atinge a democracia e atinge os direitos. Por isso nós estamos nas ruas e também por isso nós não vamos sair das ruas. Não é só barrar o golpe. É barrar o ajuste fiscal, a reforma da previdência, construir uma nova agenda para o país”, disse Boulos.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse acreditar que não haverá impeachment da presidenta Dilma. “Primeiro que é golpe. Estão tentando dar uma cara de legalidade, mas impeachment, sem crime de responsabilidade, é golpe. Não está previsto na Constituição. Segundo, está havendo uma mobilização crescente da sociedade, pois está ficando claro que é um processo golpista. Eles perceberam que dificilmente ganhariam em 2018 e quiseram criar este atalho. Há uma manipulação da mídia, mas a sociedade está se mobilizando cada dia mais, os intelectuais, os artistas, os juristas. O golpe não passa, mas a gente precisa manter a mobilização, porque eles não vão desistir”, disse Juca.

O evento também contou com as participações de Luiz Inácio Lula da Silva, Chico Buarque, Fernando Moraes, Leonardo Boff, Beth Carvalho, entre outras lideranças políticas e culturais. O encontro começou dentro da Fundição Progresso e foi concluído em um palco nos Arcos da Lapa.

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