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Com a palavra: elas, as mulheres estudantes da UNE

07/03/2016 às 18:23, por Cristiane Tada.

Perguntamos às diretoras da UNE, estudantes de diferentes regiões do Brasil: o que querem as mulheres estudantes neste 8 de março? 

A diretoria Executiva da UNE reflete o que encontramos nas universidades de Norte a Sul do Brasil, mais da metade de sua composição são mulheres.

Todas elas se encontrarão de 25 a 27 de março, em Niterói (RJ) para o 7º Encontro das Mulheres Estudantes da UNE que vai fortalecer a luta feminista no Brasil. São esperadas mais de duas mil mulheres para três dias intensos de debates, atividades culturais, e arenas de discussão com abordagem feminista sobre os assuntos como saúde, economia , gênero, racismo, violência, segurança, políticas públicas, direitos, sexualidade, comunicação, assistência estudantil, etc.

Nesta fase de preparação para um dos mais importantes encontros feministas do Brasil, as diretoras da UNE convocam as minas estudantes de todo o Brasil para participarem e fortalecerem a luta contra o machismo, o patriarcado, em defesa de mais direitos e igualdade para as mulheres.

E neste mês dedicado a elas, perguntamos às jovens da geração que protagonizou uma verdadeira Primavera Feminista nos últimos tempos, defendendo suas pautas e escancarando como o machismo tem violentado suas vidas.

O que as mulheres estudantes querem neste 8 de março?

CArina

“Nesse mês de março, é urgente colocarmos o tema da violência contra a mulher dentro das salas de aula das universidades. As mulheres são maioria dentro das universidades e é inaceitável que sejam vítimas de assédios de professores, trotes machistas, estupros, assédios dentro dos campi e desqualificação intelectual em cursos considerados masculinos.”- Carina Vitral, presidenta da UNE, estudante da PUC São Paulo.

Moara
“Eu como mulher estudante, diante dos dados que temos que mais da metade das meninas são violentadas dentro da universidade, quero o fim a violência contra a mulher principalmente neste ambiente. Chega de meninas estupradas, chega de assédio moral, queremos uma universidade realmente para todas.” – Moara Correia, vice-presidenta da UNE, estudante da Universidade Federal de Minas Gerais.

Kate

“O que eu desejo para o 8 de março é que a gente reviva o que aconteceu agora nesse período do Fora Cunha, no sentido das mulheres se mobilizarem em defesa dos seus direitos, contra a violência, principalmente neste ano em que faz dez anos da Lei Maria da Penha”. – Katerine Oliveira, 1ª vice-presidenta da UNE, estudante da Unisuam.

Bruna

“O que eu quero enquanto mulher estudante é uma universidade livre da violência contra as mulheres e contra todos os setores oprimidos e um conhecimento cada vez mais socialmente referenciado na luta das mulheres e na luta feminista”. – Bruna Rocha, diretora de Mulheres da UNE, estudante da Universidade Federal da Bahia.

Dany

“No dia 8 de março, eu como mulher, estudante e trans quero respeito e igualdade”. – Daniella Veyga, 1ª diretora LGBT da UNE, estudante da Universidade de Cuiabá.

Camila

“Neste 8 de março eu quero o fortalecimento da luta feminista, a legalização do aborto e o fora Cunha”- Camila Souza, 1ª diretora de Relações Internacionais da UNE, estudante da Universidade Federal de Uberlândia.

Grazy

“O que eu quero para este 8 de março é que as mulheres sejam realmente livres e que as pessoas prestem atenção na minha fala, no que eu tenho a dizer, e não no que estou vestindo ou o que estou usando.” – Graziele Monteiro, diretora de Universidades Públicas da UNE, estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Tamires

“Eu como mulher negra quero neste 8 de março que as mulheres negras tenham cada vez mais espaços e conquistem cada vez mais direitos nessa nossa sociedade.” – Tamires Gomes Sampaio, 2ª vice-presidenta da UNE, estudante da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Larissa

“Quero que todas as estudantes que são feministas ocupem as ruas no 8 de março pela legalização do aborto, pela autonomia do corpo das mulheres, contra os retrocessos que o Cunha representa para gente e também contra o ajuste fiscal e as medidas que tem grande impacto na vida das mulheres”. – Larissa Rahmeier , diretora de Direitos Humanos da UNE, estudante da Universidade Federal do Paraná.

Mel

“O que eu quero para o 8 de março é que a gente consiga de fato levar a sororidade para dentro de toda essa cultura feminista que tá sendo trabalhada hoje na sociedade.” – Mel Gomes, diretora de Cultura da UNE, estudante da Universidade Federal Fluminense.

Jesse
“Acho que esse 8 de março é importante momento das estudantes se envolverem na luta, ocuparem massivamente as ruas contra qualquer retrocesso para os trabalhadores e em especial as mulheres e também na luta contra a violência nas universidades”. – Jessy Dayane, diretora de Políticas Educacionais da UNE, estudante da Universidade Federal de Sergipe.

Mariara

“Neste 8 de março não podemos admitir que o direito das mulheres sejam suprimidos na reforma da previdência e precisamos definir de uma vez por todas que seja a Petrobras exploradora do pré-sal para que a gente tenha recursos para melhorar a vida dos brasileiros e assim de todas as mulheres.” – Mariara Cruz, diretora de Extensão da UNE, estudante da PUC do Rio Grande do Sul.

Amanda

“Neste 8 de março quero reconhecimento definitivo de gênero enquanto mulheres travestis e transexuais não só dentro da UNE, mas em todos os ambientes e para isso as mulheres também precisam estar. Mulheres de fato são por gênero e não por um órgão sexual”. – Amanda Anderson, vice-presidente UNE MT, estudante da Unaes.

Mari
“Eu quero no 8 de março mais poder para as mulheres e menos violência. O nosso sonho é ser livre”. – Marianna Dias, diretora de Relações Internacionais, estudante da Universidade do Estado da Bahia.

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