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“Carta de Niterói” afirma: sem feminismo não há democracia

27/03/2016 às 18:48, por Cristiane Tada.

Documento final do 7º EME da UNE traz luta contra o impeachment e a violência como tarefa das jovens estudantes

Foram 3 dias intensos de diálogo, discussão, diversidade e sororidade. Terminou neste domingo (27) o maior encontro feminista da América Latina com a participação de quase 3 mil mulheres estudantes de todo o Brasil.

As moções e a carta final do 7º EME da UNE foram construídas através de um consenso progressivo, por meio de um intenso debate para que toda a representatividade das mulheres da UNE fossem contempladas.

“A perpetuação do feminismo será pela mão das jovens, das mulheres negras, indígenas, brancas, pela mão das mulheres na nossa diversidade”, afirmou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

Foram lidos os documentos consensuados pelas estudantes. Entre as moções foram aprovadas uma em memória a estudante de biologia da UnB, Loíse Ribeiro, de 20 anos, assassinada na semana do 8 de março; moção contra lei antiterrorismo; Carta a presidenta Dilma pela legalização do aborto, pela garantia dos nossos direitos sexuais e reprodutivos; Moção de apoio pela educação pública nas escolas; em memória a um ano do massacre dos professores no Paraná; Moção pelo Fora Cunha e Moção contra a violência das mulheres, entre outras.

>>>Baixe aqui as Moções do 7º EME da UNE.

No principal texto do 7º EME da UNE, a Carta Niterói, traz os principais anseios das feministas acumulados durante estes últimos três dias.

“A democracia é necessária e foi conquistada por milhares de brasileiras e brasileiros na luta contra a ditadura. Reconhecemos que o Estado Democrático de Direito apresenta limites e queremos uma democracia ainda mais firme e plena. Uma democracia real que não retire os direitos das mulheres, que não mate nossa juventude negra, que não retire o direito da classe trabalhadora, que não aprove a lei antiterrorismo por que ela criminaliza a organização dos movimentos sociais, uma vez que essa política conservadora e anti popular esteve presente na agenda do governo“, diz trecho da carta.

>>> Baixe aqui a Carta de Niterói.

No final do dia, as estudantes saíram pelas ruas de São Domingos, bairro onde fica localizada a UFF, campus Gragroatá, fazendo intervenções pela vida das mulheres.

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