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Carina Vitral – candidata a prefeita pelo PCdoB em Santos (SP)

13/09/2016 às 16:57, por Cristiane Tada.

Nascida em Santos, Carina Vitral tem 28 anos e é líder estudantil, com uma intensa trajetória política nesse segmento. Cursando a faculdade de Economia na PUC-SP, Carina, atualmente, preside a tradicional União Nacional dos Estudantes (UNE). Pela primeira vez concorre a um cargo público eletivo. Antes de comandar a principal entidade estudantil universitária, Carina também esteve à frente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo, quando participou ativamente da luta para implantação do passe livre.

Por que você é candidata?

Os últimos acontecimentos políticos no nosso país explicitaram a insatisfação com a representação política tradicional brasileira, dominada sempre pelos mesmos personagens. No sistema político brasileiro faltam mulheres, faltam jovens, faltam negros, falta a população LGBT, faltam exatamente aqueles que compõem as classes populares, a grande maioria das brasileiras e brasileiros.  Mais do que nunca, nesse período em que a falta de democracia ameaça nossos direitos chegou a hora dos jovens ocuparem, além das ruas, a política tradicional, para fazer valer essa transformação. É isso que buscamos, por exemplo, na candidatura à prefeitura de Santos, a cidade em que nasci e cresci, na qual conheci os meus primeiros movimentos de juventude, as primeiras ações coletivas, a força das mobilizações populares para a transformação da realidade. A nossa geração está querendo participar em todos os espaços, com a certeza de ter a sensibilidade, a rebeldia e a ousadia necessárias para fazer diferente do que aí está. Não há como esperar que o atual modelo da nossa política se transforme sozinho, sem a nossa participação, sem a nossa presença nos lugares que pertenceram, historicamente, somente a eles.

Nosso projeto é por cidades mais humanas, com trocas e intercâmbios positivos, com oportunidades para todos, inclusão e combate às desigualdades. Queremos resignificar o espaço público, diminuindo a distância entre as pessoas, promovendo a qualidade de vida e a mobilidade de ideias. Queremos uma nova lógica de deslocamento, ciclovias para as bicicletas, ônibus e metrôs de qualidade, menos carros em algumas regiões, um cenário mais agradável, vivo, sustentável. Queremos uma cidade com mais diversidade, tolerância, que esteja pronta para garantir todos os direitos de sua população, uma cidade prevenida para combater o machismo, o racismo, a LGBTfobia.

Qual a sua proposta para a juventude?

São várias. Na área de lazer e cultura pretendo revitalizar o Porto de Santos para a criação de novos espaços para a juventude. Galpões abandonados serão reutilizados em um novo pólo cultural para a música, diversão, o cinema, teatro, circo e outras artes. As praças e áreas verdes de Santos também serão multiplicadas, para a convivência e ocupação da juventude e da população em geral no espaço público. Nossa cidade também precisa ser mais moderna, integrada, conectada. Por isso, a prefeitura assumirá o compromisso de levara internet em Wi-Fi, de forma gratuita, para todas as regiões da cidade.
Já na parte de ampliar as oportunidades e boas ideias da juventude a prefeitura criará um edital específico de incentivo aos projetos de jovens empreendedores de Santos. A proposta será de um modelo simples, sem burocracia, nos moldes da modalidade de Micro Empreendedor Individual (MEI)

Qual a sua proposta para Educação?

Para educação temos a ideia de implantar a “Nova Escola Santista”, acabando com a aprovação automática na rede pública, aumentando a qualidade do ensino, promovendo o ensino em tempo integral e o contato dos alunos com o esporte e a cultura. Além disso, o projeto irá ampliar a democracia nas escolas, trazendo pais, funcionários e professores para decidir as principais questões de cada instituição e levar mais tecnologia à sala de aula, novas ferramentas, equipamentos atualizados e conectados com a realidade dos estudantes.

Já na educação universitária o Prouni Municipal permitirá que alunos possam cursar a universidade, com uma bolsa da prefeitura, atendendo em troca aos interesses de toda a cidade, como o ensino nas escolas da rede pública, a atuação na área da saúde e em outros serviços que requerem a qualificação do ensino superior. Além disso, Santos terá uma política especial de apoio aos universitários com a garantia da alimentação de qualidade e a baixo custo. O Bom Prato Universitário será uma inovação nas políticas de assistência estudantil e segurança alimentar no município.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Completamente contra. O movimento chamado “Escola Sem Partido” é uma proposta de censura e silenciamento da diversidade na produção do conhecimento. Para Temer e seu ministro Mendonça Filho, discutir o preconceito contra as mulheres, o racismo, a LGBTfobia, a diversidade e tolerância religiosa, ideológica, não são prioridades da escola. É uma concepção não somente autoritária, mas burra mesmo, distante das teorias mais avançadas sobre educação no mundo.

Tem alguma proposta para mobilidade? Qual?

Assim como conseguimos para São Paulo, vamos criar o Passe Livre para todos os estudantes da rede de ensino santista, garantindo o direito à circular pela cidade, a permanência nos estudos, aumentando também o direito dos jovens à cidade, à cultura e ao esporte. E também vamos promover ainda mais o uso da bicicleta em Santos, multiplicando o número de bicicletários por todas as regiões e criando políticas de apoio e proteção ao ciclista no trânsito da cidade.

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