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Caravana de ocupações e movimento educacional vai parar Brasília dia 29/11

16/11/2016 às 19:53, por Cristiane Tada.

Estudantes estão recebendo doações para viabilizar ônibus de escolas e universidades até o Senado no dia da votação da PEC 55

Foram dois dias intensos de debate, interação e muita certeza do papel dos estudantes e do movimento educacional neste momento: tirar a educação das garras da PEC 55 e da MP 746, da ‘deforma’ do ensino médio.

A reunião na capital federal nos últimos dias 14 e 15 das entidades estudantis UNE, UBES e ANPG e representantes de escolas e universidades ocupadas encaminhou para uma caravana unificada no dia 29 de novembro, data da votação da PEC do congelamento, no Senado. As ocupações devem deliberar nos próximos dias em suas assembleias nas escolas e universidades sobre suas participações.

Os estudantes estão recebendo doações para viabilizar ônibus para os estudantes chegaram ao Distrito Federal. A entidade também está cadastrando os interessados em participarem.

Já constroem essa ida a Brasília mais de 30 entidades do movimento educacional estudantes, trabalhadores da educação, técnicos administrativos e professores em geral. A UNE vai divulgar em breve uma lista de contatos das caravanas nos estados.

“Começamos agora uma nova fase na luta para chamar atenção dos parlamentares e da sociedade em geral por meio de uma caravana com engajamento de todas as ocupações. Essas mais de mil escolas e 220 universidades são os principais agentes que legitimaram a nossa opinião sobre o que queremos para a escola e a universidade. Os estudantes não ocupam apenas para impedir aula, mas para dar função pedagógica, política, de posicionamento pela educação que a gente quer com protagonismo dos estudantes”, destacou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

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No dia 25/11 será uma nova data de paralisações em todo o país, mas o dia principal de luta será o dia 29 de novembro nas portas do Senado.

“Os estudantes estão dando uma aula de cidadania para o país, sabemos que tem muita coisa em jogo, principalmente nossas possibilidades de futuro. Ninguém melhor que a juventude para se colocar na linha de frente de todos esses retrocessos”, destacou a presidenta da ANPG, Tamara Naiz.

Movimento educacional contra retrocessos

Durante a reunião realizada na ocupação da Universidade de Brasília (UnB) convidados de entidades educacionais e estudantes debateram a conjuntura política e econômica do país, suas motivações contra os projetos do governo e também suas alternativas.

A presidenta da UBES, Camila Lanes, explicou que a entidade sempre pautou a reforma do Ensino Médio, mas nunca com uma Medida Provisória que tem somente 560 emendas. “Queremos projetos de lei que sejam debatidos no congresso junto com a base nacional comum curricular, os estudantes, professores, educadores, funcionários, comunidade escolar e todo o movimento educacional”, ressaltou.

Já o representante do Sindicato dos Docentes da Instituições de Ensino Superior (Andes )Luis da Costa, lembrou das demais ameaças sob o comando de Michel Temer como a Lei das terceirizações que vai precarizar o trabalho de educadores do ensino público e privado, o ataque ao pensamento crítico do projeto escola sem partido e classificou as medidas como um ‘ciclo de contrarreformas que tem avançado’.

“Para reverter esse quadro é necessário uma greve geral, ou pelo menos uma greve no setor da educação. O Andes encaminhou para suas assembleias um indicativo de greve e possivelmente na próxima semana, vamos iniciar uma greve tanto das universidades federais como estaduais”.

Para Rogério Marzola, da coordenação geral da Fasubra, é uma satisfação ver a capacidade de resposta e reação do movimento estudantil na conjuntura que estamos vivendo. “Quem está invadindo não são os estudantes, as universidades e as escolas é o lugar deles. Quem invade é a PM que é um absurdo como é repressor este papel do Estado”, ressaltou sobre a ação dos policias durante nas ocupações.

Sobre as mazelas da PEC, Rogério destacou que quando se estabelece um processo de desmonte do estado se visa em primeira instância que mesmo na crise econômica o capital continue lucrando como nunca antes conseguiu. “Isso demonstra porque a PEC 55 discute as despesas primárias, saúde, previdência, educação, assistência social, mas no entanto não discute em nenhum momento discute os 48% do orçamento da união que são usados para pagar juros da dívida, para os banqueiros não tem ajuste fiscal.”

O representante da Contee, Pedro Rafael ‘Tico’, destacou que a primeira etapa da greve geral foi um sucesso com 19 Estados da federação se manifestando no último dia 11 e a necessidade de repetir esse resultado no dia 25.

“Só vamos derrubar esses ataques com a força dos trabalhadores e da juventude. A MP 746 é um verdadeiro ataque ao ensino médio e as licenciaturas e a PEC 55 resumindo quer Reduzir o Estado mínimo no Brasil reduzindo os custos com trabalho e a acabando com o serviço público oferecido para a população”.

Assista ao 2º dia de debates na UnB:

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