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Calouras do EME buscam fortalecimento na luta feminista

31/03/2018 às 9:04, por Renata Bars.


Estudantes de todo país contam como é conhecer e participar do Encontro de Mulheres da UNE

Elas lutam e resistem nas universidades. Lutam e resistem nas ruas. Desta vez elas vieram lutar, resistir e aprender, pela primeira vez, no Encontro de Mulheres da UNE, que realiza a sua 8ª edição até o pŕóximo domingo (1), na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Na noite de abertura celebrada no Theatro Cine-Central da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), as estudantes novatas no Encontro contaram como é fazer parte desta grande união de mulheres engajadas, feministas e esperançosas por um Brasil mais  justo para todas.

”Eu estou achando incrível. desperta nosso senso crítico. Desperta a vontade de levar para mais mulheres o conhecimento que estamos adquirindo. É enriquecedor e reabastece a força para lutar contra o machismo diariamente”, falou Flávia Santos, estudante de Direito da UniToledo, em Araçatuba, interior de São Paulo.

Da capital paulista, a estudante de Jornalismo da Unip, Bianca Janaína, diz estar emocionada com a troca de experiências.

”Vou levar bastante coisa que aprendi aqui. Na minha universidade tem a questão das mulheres mães não poderem levar seus filhos para a aula. Eu me sinto constrangida como mulher porque poderia ser eu. Pode ser que seja eu um dia, e por isso, estou aqui me engajando e pensando em alternativas para vivermos num mundo e numa universidade sem machismo”, destacou.

Bianca, Natália e Flávia participam pela primeira vez do EME

POR MAIS MULHERES NA POLÍTICA

Do Rio Grande do Sul, a estudante de Geografia Thayná Desireé lembra que o EME também é um espaço para pensar e articular a presença de mais mulheres na política.

”Vivemos num sistema patriarcal e temos que lutar cada vez mais, tomar os espaços dos DCEs, Grêmios, Diretórios Acadêmicos para conseguirmos ocupar o poder nas mais altas instâncias, inclusive pensando novas leis que possam eleger mais mulheres de fato”, destacou.

Também do Rio Grande do Sul, a estudante de Psicologia da Ulbra em Gravataí, Deise Santos enfatiza o espaço de resistência e aprendizado formado no EME.

”Me sinto contente em poder participar. Esse é um espaço de construção de direitos e igualdade.

A minha expectativa é sair daqui e criar um espaço feminista dentro da Ulbra de Gravataí para conscientizar, debater e também para motivas mulheres na universidade” revelou.

Thayná e Deise falam sobre a experiência no Encontro

MAIS ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL PARA ELAS

A importância da assistência estudantil para a permanência das mulheres nas universidades também foi ponto importante apontado pelas meninas entrevistadas.

Do Rio de Janeiro, a estudante de Letras da UFRJ, Júlia Neves, conta que a moradia estudantil é um grande desafio a ser enfrentado.

”A luta de moradia em relação às mulheres está muito enfraquecida. É um assunto importante porque afeta as mulheres mães, afeta a segurança dessas meninas e não podemos abandoná-las nessa luta pela permanência. Estou muito grata por estar neste espaço, é disso que as mulheres precisam para debater suas causas e politicamente o EME está muito bem construído pra isso”, comemorou.

De Brasília, a também estudante de Letras da UnB, Thamynny Santos afirma que debater a sororidade dentro das Casas Estudantis é tema importante para ser debatido no EME.

”O que é mais importante é a questão do fortalecimento uma das outras. Por isso é fundamental fazermos esse debate e o EME proporciona isso. O assassinato da Marielle deixou todas nós muito sensíveis e estar aqui juntas, nos ajudar mutuamente, é muito gratificante”, disse.

Júlia e Thamynny

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