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Brasília tomada pelas margaridas: 70 mil mulheres coloriram a capital federal

12/08/2015 às 19:03, por Redação com informações da Contag .

5ª Marcha das Margaridas defende um desenvolvimento sustentável com democracia, com justiça, com autonomia, igualdade e liberdade

“Ver esse estádio tomado de margaridas aí e aqui, essa multidão de valorosas margaridas é um espetáculo de sentido político, mas, sobretudo que mostra a garra das mulheres das águas das florestas de todo o Brasil rural e urbano”, afirmou emocionada a presidenta da República, Dilma Rousseff, no Estádio Mané Garrincha esta tarde no encerramento da 5ª Marcha das Margaridas, em Brasília.

A presidenta reafirmou seu compromisso com as mulheres de todo o Brasil em combater a violência contras elas de forma implacável e deixou claro que não permitirá que ocorra qualquer retrocesso nas conquistas sociais do nosso país.

“A mesma parceria que propiciou os avanços dos últimos 4 anos irá orientar o meu mandato até 2018. A nossa agenda da marcha das Margaridas e do meu governo será sempre muito parecida porque temos o mesmo propósito de garantir as mulheres mais direitos”, afirmou Dilma.

A 5ª Marcha das Margaridas começou ontem com uma conferência de mulheres e diversas atividades dos movimentos sociais e entidades de mulheres.  Hoje (12/8) a concentração começou nas primeiras horas da manhã no Estádio Mané Garrincha e ganhou as ruas de Brasília, colorindo o Eixo Monumental e culminando com o cercamento do Congresso Nacional. No gramado ao centro da Esplanada dos Ministérios, bandeiras e faixas davam o tom da reivindicação de cerca de 70 mil margaridas. São trabalhadoras rurais, lideranças comunitárias e de pastorais, dirigentes sindicais, empreendedoras populares, estudantes e cidadãs do Brasil, que lutam e revindicam políticas públicas, que contribuam na construção de um desenvolvimento sustentável com democracia, com justiça, com autonomia, igualdade e liberdade.

Contemplando os oito eixos temáticos da marcha as mulheres levantaram bandeiras sobre soberania e segurança alimentar, violência contra a mulher, biodiversidade, agroecologia, autonomia econômica, saúde e educação não sexista foram apresentados de forma direta e criativa.  As margaridas entregaram uma carta de reinvidicações para a presidenta da República.

Durante a marcha até o Estádio do alto dos quatro carros de som, palavras de ordem de lideranças de todas as partes do país orientavam o andar das margaridas. As estudantes da UNE participaram do carro de violência e Saúde.

“Nós mulheres organizadas da UNE somos muito parceiras das Margaridas porque disputamos o novo modelo de conhecimento acreditando que este novo conhecimento que precisa ser construído na universidade será transformador para mudar os eixos e pilares da nossa sociedade”, destacou a diretora de Mulheres da UNE, Bruna Rocha.

Bruna destacou ainda a agenda conservadora que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e todos os setores reacionários do Congresso têm colocado atinge sensivelmente a vida das mulheres como os projetos da redução da maioridade penal e da contrarreforma política.

“Estamos aqui para defender a democracia, o governo que elegemos, mas também para dizer para a Dilma que não vamos aceitar um pacote econômico que viole nossos corpos, que atinja agendas do combate ao racismo, e que não vamos topar que justamente os setores que protagonizaram a vitória eleitoral desse projeto sejam tão prejudicados com esse ajuste fiscal e essa opção econômica”

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