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Brasil cancela Ciência Sem Fronteiras e vai na contramão do desenvolvimento

04/04/2017 às 15:16, por Redação.

Governo ilegítimo anunciou neste domingo (02) fim do programa que realizava intercâmbio de estudos para universitários

Em mais uma medida clara mostrando que os jovens assim como os trabalhadores são os alvos do governo ilegítimo para pagar a conta da crise econômica que passa o Brasil, o programa Ciência Sem Fronteiras foi oficialmente extinto em nota divulgada neste domingo (02).

O programa estava suspenso pela falta de investimento há mais de um ano, sem seleção para novas bolsas. Criado em em 2011 pelo governo de Dilma Rousseff e o CsF já mandou mais de 100 mil alunos de graduação e pós-graduação para universidades no exterior.

A maioria das bolsas, 65 mil, foi para estudantes que ainda estavam na faculdade, exatamente a faixa extinta.

De acordo com o MEC o Ciência sem Fronteiras permanece agora apenas com foco na pós-graduação.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, se manifestou pelo facebook. “Outro direito foi retirado, nos colocando na contramão de países que investem em formação científica e tecnológica. Nós da UNE lutaremos para reaver o programa e convocamos todos os defensores da educação para fazerem o mesmo.”

O professor Renato Janine Ribeiro, então ministro da Educação quando o programa foi suspenso lamentou a extinção. “Deveriam rever o programa, mesmo que demorassem a relançá-lo”.

Ele explicou que não se pode pensar o CsF em torno só do fato de que deu chance a pobres de estudar fora. Para ele Dilma entendeu que era importante internacionalizar nossos alunos de engenharia e outras áreas de impacto direto na produção econômica. Aumentando a produtividade econômica, um governo popular aumenta a riqueza e a remuneração no País. Ou seja, aí sim tem um impacto popular.
“Ele não era um programa de inclusão social neste nível tão elementar. Era para bons e ótimos alunos, ricos ou pobres. Neste sentido, sim, mandou pobres para fora. Mas não era um programa social. Era um programa para fortalecer a economia brasileira e a parte que a Ciência e a Tecnologia nela desempenham. Isso é muito bom, mas claro que depende de dinheiro e de qualidade”.

Pesquisa é principal alvo

A extinção é ruim para o ensino, e principalmente para a pesquisa. O programa voltado principalmente para a área das engenharias promovia o intercâmbio cultural e tecnológico, bem como divulgava nosso ensino fora do Brasil.

“Hoje o governo só pensa em cortar custos. À medida em que educação, ciência e tecnologia forem vistos como gastos, e não investimentos, estaremos morando em um país que não pensa no amanhã”, lamentou a Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader sobre o assunto ao jornal O Globo.

Na semana passada a o governo federal deu mais um golpe fortíssimo na ciência brasileira e contingenciou quase 50% do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que já configura o maior arrocho do setor nesta década, mostrando assim seu descompromisso com o desenvolvimento do país.

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