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Boulos: unidade para enfrentar a ofensiva conservadora

07/06/2015 às 13:02, por Bruno Huberman.

Em participação no 54o Congresso da UNE, coordenador do MTST defende a formação de uma frente de luta dos movimentos populares

Essa não é a primeira vez do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, em um Congresso da UNE. “Vim quando era estudante de filosofia da USP, há uns quinze anos, mas nem me lembro bem”, confessa.

O militante, que tem liderado a luta por moradia em São Paulo, participou de ato político durante a plenária final do encontro estudantil, neste sábado (6), na Arena Goiânia.

Para o ativista, UNE, MTST e demais movimentos sociais devem se unir na luta contra o ajuste fiscal e as reformas conservadoras em curso no Congresso Nacional. Leia mais na entrevista abaixo.

Qual é a sensação de participar deste Congresso?

É uma satisfação ver estudantes do Brasil inteiro com as suas organizações, com as suas diferenças políticas, mas unidos em relação à necessidade de enfrentar ataques que os trabalhadores e a juventude brasileira têm sofrido, tanto da direita mais reacionária e conservadora no Congresso como do ajuste fiscal vindo do próprio governo federal, que está penalizando a educação, a moradia, a reforma agrária e outras áreas sociais.

Como tem sido a atuação conjunta entre MTST e UNE?

Nós temos discutido com a UNE, desde o ano passado, a necessidade de se construir uma frente dos movimentos sociais e populares no Brasil que unifique a esquerda em torno das pautas populares, do enfrentamento da direita e do ajuste fiscal. Essa frente tem avançado em agendas de luta, como foi o 15 de abril e o 29 de maio. Esperamos poder aprofundar essa unidade e essas iniciativas.

Por que a esquerda se desarticulou no passado e agora há esse movimento de rearticulação?

A esquerda se dividiu pelo alinhamento de alguns setores e desalinhamento de outros em relação ao governo federal e ao projeto do PT. No entanto, a ofensiva da direita no último período colocou a necessidade de uma unificação. Essa unificação, contudo, precisa ser completamente independente ao governo, principalmente em um período em que o governo corrobora medidas impopulares e que ataca o conjunto da classe. Hoje a unidade da esquerda é uma necessidade. Nós temos sofrido uma ofensiva da direita no Congresso Nacional e do ódio fascista nas ruas. Isso deve ser enfrentado com unidade.

Qual deve ser a agenda dessa frente neste próximo período?

O que está em voga nesse momento são dois pontos essenciais: as pautas conservadoras no Congresso, como a terceirização, a contrarreforma política e a redução da maioridade penal; e, fundamentalmente, o enfrentamento ao ajuste fiscal que joga o preço da crise nos ombros dos trabalhadores, dos mais pobres, da juventude e dos estudantes. Esses dois enfrentamentos precisam acontecer de forma decidida e simultânea atualmente.

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