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Bienal debate fronteiras do território e das ideias

01/02/2017 às 18:19, por Sara Puerta.


Ex prefeito de SP, Fernando Haddad foi um dos convidados do encontro
A problemática do atual ciclo de imigração refugiados foi um dos temas do encontro “Reinvenção das Fronteiras” que aconteceu na manhã dessa terça feira (31), no Cine Dragão do Mar, durante a Bienal da UNE. A conversa também pautou sistema econômico e o embate ideológico, que coloca a tolerância em xeque no mundo neste ano de 2017.
O ex prefeito de São Paulo e professor Fernando Haddad foi um dos convidados da mesa e iniciou a fala  elogiando a UNE, seus 80 anos, e toda sua luta na educação, para a criação do programas de acesso como o  ProUni e FIES, pelas mudanças no vestibular tradicional, com a utilização do Enem, e pela luta pelo Passe Livre Estudantil.
Tratando to tema do encontro, Haddad traçou um panorama linear sobre como surgem as fronteiras e se formam os territórios, assim como os choques culturais. E colocou em discussão  o sistema capitalista que, segundo ele, é o obstáculo para a integração territorial.
 ” Por que as fronteiras tem que ser importantes? Se os capitais podem circular pelo mundo, por que as pessoas não podem?”, questionou à plateia e complementou: “Para que elas deixem de existir,  é preciso rever o mercado financeiro e a sustentabilidade no mundo”.
Para ele, existe uma enorme fronteira de pensamento e ideológica que é o que separa o mundo. ” O neoliberalismo e sua lógica de corte de direitos, de individualismo, é o que impede que o G20 ( Grupo de 19 Países mais ricos do mundo, mais a União européia), se una para acabar com a fome mundial, por exemplo. E isso seria totalmente possível”
Como explicou em seguida, esse combate à miséria resolveria as crises migratórias geradas pela busca por sobrevivência. ” A imigração deve ser espontânea, claro. Em vez de necessária ou obrigatória por questão de segurança. Impossível resolver a desigualdade sem tratar da intolerância, e o contrário também”

Sem fronteiras

Participaram do debate também Adriano Brayner , diretor Instituto Brasil África, Larissa Leite, coordenadora da associação Cáritas do Brasil,  Tatiana Berringer, professora de Relações Internacionais da UFABC e José Roberto Medeiros, ex- membro da Secretaria Nacional de Juventude.
Larrisa trouxe falou de pontos que atrasam os direitos dos imigrantes no Brasil. “O Estatuto Do Estrangeiro que tramita no Congresso Nacional seria um grande avanço para os imigrantes no país, porém no último momento, foi acrescentada a cláusula de ‘Proteção ao Mercado de Trabalho Nacional’, o que os mantém menos cidadãos, com menos direitos, e cria impasses para  validação de diplomas”, disse.
Brainer, do Instituto África, apontou que a reinvenção da fronteira só pode acontecer se ela partir de que qualquer política para pessoas de outros países, envolve o tratá-lo como ser humano e não um imigrante.
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