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Bienal da UNE revela as entrelinhas do golpe

29/01/2017 às 23:20, por Cristiane Tada.

Obras abordam perspectivas que levaram ao afastamento de Dilma e ajudam a refletir soluções para a falta de democracia no país

Neste domingo (29/1), livros sobre a crise política que resultou em um ataque à democracia com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff tiveram espaço para discussão especial dentro da 10ª Bienal da UNE, o primeiro grande encontro da juventude e dos movimentos sociais após o golpe.

A 1ª vice-presidenta da UNE, Tamires Sampaio, escreveu um dos artigos que compuseram o livro “Por que gritamos golpe?”. O livro é um compilado de perspectivas que levaram ao golpe na educação, na população LGBT, nos movimentos sociais, sobre Junho de 2013, o MBL na rua e outras reflexões.

“É muito importante a Bienal da UNE estar acontecendo nesse momento que estamos sentindo os efeitos do golpe, porque cultura e arte é também discutir a história do nosso país, a população brasileira, nossas tradições e costumes que ainda hoje carregam uma herança da escravidão”, destacou.

Lançamento dos livros sobre o gole durante a 10ª Bienal da UNE

Para Tamires, falar sobre o golpe é também falar sobre o combate genocídio da população negra, do número de mortes das mulheres negras que aumentaram muito mais do que das brancas, é falar que a cada 21 minutos um jovem negro morre no Brasil.

“É ainda falar sobre a juventude que não tem oportunidade, e ainda não tem acesso a universidade por mais que Reuni, ProUni, tenha democratizado o ensino superior. Nossa geração tem um desafio grande que é além de denunciar o golpe e combater o governo golpista é repensar e formular em qual sociedade queremos viver.”

Ceará contra o golpe

Livro lançado na Bienal mostra a visão do Ceará na luta contra o golpe

O escritor Marcelo Uchôa foi organizador do livro “O Ceará e a resistência ao golpe 2016”. Para ele, os livros são muito importantes para registrar os relatos da luta. “A ideia desse livro era radiografar isso e mostrar para as futuras gerações, para essa meninada que tá aí lutando em favor das ocupações, que tão lutando pela democratização das universidades, pela permanência do Fies, para dizer que essas entidades aqui do Ceará estavam do lado certo da história”, afirmou.

Já o editor da revista Fórum, Renato Rovai, falou a respeito do livro Golpe 16, o que ele chamou de um pachwork do golpe, em que cada um dos 23 blogueiros escrevem sob um viés da luta. Os textos são assinados por personalidades como Altamiro Borges, Maria Frô, Fernado Britto, Ivana Bentes, Paulo Henrique Amorim entre vários outros.

“Um golpe não acontece a partir de uma única ação e um só motivo. É um pouco como a queda de um avião, mesmo que ele seja vítima de um ataque terrorista, houve no mínimo uma falha de segurança”, leu trecho do livro.

Revista Fórum lançou livro de blogueiros sobre a luta contra o golpe

Fotos: Grito propaganda

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