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Atraso em bolsas da Fapesb, na Bahia, prejudica estudantes

19/02/2016 às 12:36, por Cristiane Tada.

Auxílio do mês de fevereiro só foi pago no dia 17 de fevereiro

Estudantes bolsistas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) entraram em contato com a UNE para reclamar que o auxílio de pesquisa não tem mais dia certo para ser depositado. O problema tem afetado estudantes das universidades estaduais e federais.

Lorena Gonçalves é bolsista de iniciação científica no curso de Engenharia Agronômica da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), no Campus de Vitória da Conquista. Sua bolsa é de R$ 400.

“As bolsas atrasam, mas as conta chegam, as crianças precisam comer, eu preciso ir para a universidade, este mês a minha mãe deu uma ajuda, meu marido também, mas ele não consegue arcar com tudo. Esse dinheiro é para isso e para desenvolver a pesquisa também”, ressaltou ela em entrevista para a rádio CBN de Salvador.

Por contrato, o auxílio deve ser depositado até o 5º dia último do mês, o que não tem acontecido nos últimos 14 meses, desde o início do atual governo estadual. O pagamento do mês de fevereiro foi depositado apenas no último dia 17.

“Eles são muito rígidos com as nossas obrigações de bolsistas, mas não tem sido com as obrigações deles”, afirmou o doutorando de Zootecnia da Uesb, Leandro Borges.

O pesquisador falou de descaso, falta de transparência sobre o assunto e um eterno “empurra-empurra” nas justificativas dos atrasos. “Não tem uma data certa, não sabemos se vamos receber amanhã, ou depois, isso que é o pior”, lamenta.

O atraso sistemático do auxílio tem feito os pesquisadores questionarem a “cláusula de exclusividade” em um grupo no Facebook, o “Fapesb Pague Minha Bolsa”,mantido pelos estudantes para trocar informações.

A cláusula em questão compromete o bolsista a não exercer nenhum trabalho formal remunerado, nenhum vínculo empregatício, a fim de prestar dedicação total a sua pesquisa. Sem outra fonte de renda, a bolsa configura a única remuneração do estudante.

Fala Fapesb

A redação da UNE entrou em contato com a Fapesb, que não prestou muitos esclarecimentos sobre o motivo dos atrasos e respondeu apenas com uma nota. “A Fundação tem consciência dos transtornos causados por este atraso e aproveita a oportunidade para explicar que a instituição depende de recursos de outros órgãos para realizar tais pagamentos”, diz um trecho.

“Existe um esforço e mobilização da Fapesb para que não ocorram atrasos nos pagamentos das bolsas, pois entendemos a importância do trabalho de pesquisa científica realizado pelos nossos bolsistas”, diz outro trecho da nota.

ANPG

Em julho do ano ano passado, a Associação Nacional de Pós-Graduandos  (ANPG) se reuniu com o diretor científico da Fapesb, Saulo Carneiro, para tratar dos atrasos. Na ocasião, o diretor se dispôs a regularizar o pagamento das bolsas e discutir na diretoria as pautas levadas pelos estudantes como a retirada da cláusula do Termo de Outorga que exige dedicação exclusiva dos estudantes.

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