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Ato no Largo São Francisco reafirma resistência da Cultura e da Educação

01/11/2017 às 15:57, por Cristiane Tada.

Patrono do Teatro Oficina, Zé Celso, está recorrendo da decisão do Conselho estadual de defesa do patrimônio histórico de São Paulo
(Jenniffer Glass e Cuca da UNE)

Manifestação em defesa do Teatro Oficina reuniu artistas, estudantes, juristas e arquitetos

Nesta terça-feira (31) artistas, estudantes, juristas e arquitetos se reuniram na Faculdade de direito do largo de São Francisco, local de nascimento do Teatro Oficina em um grande ato público contra os desmonte da cultura, as privatizações dos equipamentos culturais do bairro do Bixiga, e em defesa da educação pública e do teatro que tem como patrono o dramaturgo José Celso Martinez.

Organizado pelo Oficina, CUCA da UNE, pelo Serviço de Assessoria Jurídica Universitária da USP (SAJU Cidade) e Núcleo de Direito à Cidade o ato mobilizou todos para se juntarem no enfrentamento de mais três décadas do mais antigo grupo teatral brasileiro versus o grupo Silvio Santos, que pretende construir no entorno do teatro um empreendimento imobiliário com três torres residenciais e comerciais de 28 andares no terreno.

Na última segunda-feira (23) o projeto do dono do SBT foi aprovado no Conselho estadual de defesa do patrimônio histórico de São Paulo avançando no traçado da especulação imobiliária no bairro do Bixiga, bem como ameaça a permanência de um patrimônio histórico: o prédio do Oficina tombado em nível municipal, estadual e federal, obra da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, expoente da arquitetura moderna. O Teatro Oficina está recorrendo da decisão nos órgãos de preservação.

Para os estudantes e artistas a luta contra a construção das torres é também uma luta contra a onda de gentrificação, privatização e destruição do patrimônio histórico cultural na capital paulista.

“Como militantes, estudantes, artistas, professores, não podemos jamais entender essas ações pontuais como um evento descolado da conjuntura, como se fossem mera falta de sorte. E é nesse contexto que o Teatro Oficina se insere. Permitir a construção de torres de mais de 100 metros numa região extremamente protegida pelo seu valor histórico-cultural é dizer que quem DEVE mandar na cidade é o mercado imobiliário, é o lucro, o FUNDING, os ASSETS, já que todo o aparato normativo não importa mais, virou lixo”, afirma manifestação pública que SAJU propôs para o ato.

A coordenadora do Cuca da UNE, Camila Ribeiro concorda que um dos desdobramentos do golpe é o profundo desmonte da cultura e educação no contexto nacional.

“Por isso é importante unir forças da cultura, da educação com todos os movimentos para a gente lutar contra esse desmonte geral do Brasil. O golpe veio para dizer que o nosso país só serve pra exportar commodities, mão de obra barata e não, nós queremos desenvolver nossa tecnologia, nossa cultura, queremos ter universidade e cultura pública para todos”.

 

 

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