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Ato na PUC-SP defende o futuro do país e diz não à reforma da previdência

28/03/2017 às 14:44, por Renata Bars Fotos: Tiago Paschoalatto.

Estudantes, movimentos sociais, professores, juristas e parlamentares discutiram os efeitos dos retrocessos na aposentadoria e nos direitos dos trabalhadores

O desmonte da previdência e dos direitos trabalhistas foram tema da quarta edição da ‘’Jornada pela Democracia’’, realizado na noite desta segunda-feira (27), no histórico teatro Tucarena, na PUC São Paulo. Estudantes, movimentos sociais, professores, intelectuais e parlamentares discutiram os efeitos dos retrocessos para o futuro do país e a vida das novas gerações.

O evento contou com a mediação dos jornalistas Marilu Cabañas e Renato Rovai e foi transmitido ao vivo pela internet para mais de 700 mil pessoas, segundo os organizadores.

”As reformas da previdência e trabalhista estão diretamente ligadas à aprovação da PEC 55. Uma PEC que acaba com os sonhos da juventude e também com as perspectivas de um país mais igualitário. Por isso a juventude se junta aos trabalhadores para lutar contra o desmonte da previdência, assim como estivemos nas ruas contra a reforma do ensino médio e a PEC do teto. Juntos vamos derrotar essa reforma”, falou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

Com o argumento de que a Previdência é o maior gasto público, o governo Temer pretende ”equilibrar os cofres” com os brasileiros se aposentando mais tarde ou ganhando menos.  O tempo mínimo de contribuição passará de 15 anos para 25 anos, tanto para homens quanto para mulheres. O benefício integral só ficará disponível para quem contribuir 49 anos. Hoje, o tempo de contribuição para a retirada do benefício integral é de 35 anos para homens e 30 anos para as mulheres. Além disso, trabalhadores rurais, professores e servidores que atualmente tem direito a se aposentar antes dos demais trabalhadores, perderão este direito. (Saiba mais sobre a reforma da previdência aqui)

A ex-vice prefeita de São Paulo, Nádia Campeão, denunciou: “A reforma da previdência é um golpe terrível contra os direitos sociais e contra um sistema que o povo brasileiro vem construindo há mais de cem anos”.

Para ela, um dos pontos mais terríveis é a retirada de direitos dos trabalhadores rurais.

‘’Retirar o direito do trabalhador rural de se aposentar mais cedo é uma crueldade. São pessoas que começam a trabalhar desde muito pequenas, enfrentam péssimas condições para sobreviver, trabalho pesado, debaixo de sol. Não podemos deixar que esse retrocesso avance. Por eles, por nós e pelas futuras gerações’’, falou.

O respeitado jurista Pedro Serrano afirmou que as reformas são fruto de um capitalismo selvagem abraçado pelo atual governo que apenas aprofunda as desigualdades sociais. Ele ainda disse que ‘’lutar contra as retiradas de direitos é defender a vida e  a integridade física de milhões de pessoas’”. Serrano reiterou a importância da luta: “Eles tem o poder, mas nós somos o povo, a humanidade.’’

REFORMA TRABALHISTA, OUTRA ARMADILHA

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) alertou para os perigos da reforma trabalhista.

‘’O combate à reforma trabalhista também é importante, pois o Congresso pretende votá-la antes da reforma da previdência. A reforma trabalhista necessita apenas de maioria simples para passar, já a reforma da previdência precisa de 308 votos ou não aprova’’, disse.

Para ele, as duas reformas são gravíssimas e representam um grande rompimento com as leis do trabalho atuais. Contudo, o deputado destacou que “há condições de impedir que tais reformas aconteçam com o acúmulo de debate,  a luta das ruas e a greve geral.’’

O deputado federal Orlando Silva fala sobre a luta contra a reforma da previdência na Câmara

O deputado Paulo Teixeira acredita que a luta nas ruas e também nas redes seja a única maneira de derrotar tais retrocessos.

‘’Precisamos ir nas páginas dos deputados, fazer esse enfrentamento e exigir que eles votem contra essa destruição dos direitos trabalhistas e da previdência pública. É hora de dar um basta neste golpe que só veio para abrir o país ao capital estrangeiro. Vamos pra cima com todas as nossas forças barrar essas reformas’’,falou.

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