Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

As brasileiras tem voz e lado: contra o golpe, em defesa da própria vida

31/03/2016 às 18:16, por Cristiane Tada, de Brasília.

Estudantes de todas as regiões do Brasil se encontram em marcha pela democracia em Brasília 

Mais mulheres, mais negras, mais trans no poder. É isso que as jovens mulheres querem para uma mudança efetiva nos rumos do país e para garantir os avanços de seus direitos. Esse perfil de estudantes foi o que se via na linha de frente do ato da Jornada de Lutas da Juventude, neste dia 31 em Brasília, na tenda que reunia milhares de jovens de todos os cantos do Brasil.

Débora Fragato, 22, aluna da Universidade Federal da Integração Latina Americana (Unila) de Foz do Iguaçu, pegou dois ônibus para chegar a Brasília para a manifestação em defesa da democracia.

Ela defende que nesses 13 últimos anos as mulheres se empoderarem muito principalmente em políticas públicas e saíram pra luta conquistando muitos direitos.

“Eu acho que não pode parar, se tivermos esse golpe vamos retroceder e muito principalmente para as minorias que não são minorias”, afirmou.

Já a estudante da Faculdade Anhanguera de Caxias do Sul (RS) Débora Toledo Inda, 18 veio direto do 7º Encontro de Mulheres da UNE, que terminou no último dia 27 de março em Niterói, no Rio de Janeiro, para a capital federal.

Sobre o EME ela conta que foi “muito legal ver aquela mulherada toda tendo direito a voz”. E afirma que foi isso que ele elas vieram fazer na passeata em Brasília: “mostrar que a mulher brasileira tem voz”.

A estudante, gaúcha e prounista, lembrou ainda que durante a ditadura as mulheres, principalmente as negras e as trans foram as que mais sofreram e que elas não vão passar por isso de novo.

“Temos que lutar e mostrar para os machistas que nós vamos estar sim nas ruas, nos vestindo como quisermos e sendo livres”.

A estudante da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Arise da Silva Ramos (23) é importante as mulheres estarem protagonizando a luta contra o golpe, porque essa luta diz respeito a defesa da democracia e significa a defesa das suas próprias vidas.

“Porque os atores que querem impulsionar um impeachment ilegal, já que não há prova de crime por parte da presidenta, são os mesmos atores que votam projetos que ferem a nossa dignidade, a dignidade da mulher”, explicou.

E finalizou: “sobretudo a jovem mulher negra e da periferia que já é tão marginalizada tem que estar atenta em defesa da democracia já que o golpe significa a volta de uma onda conservadora que nos tratora e tratora os nossos direitos que já são conquistados com tanta dificuldade na democracia”.

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo