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As Diretas desembarcaram em Minas

17/06/2017 às 13:37, por Artênius Daniel / Foto: Bruno Bou CUCA da UNE.

Quarenta mil pessoas participaram de ato em BH
Foto: Bruno Bou | CUCA da UNE

Quarenta mil pessoas tomaram a Praça da Estação em mais um grande ato nacional pela saída de Michel Temer e novas eleições

Os trens de Minas sempre passaram pela Praça Rui Barbosa, onde está a estação mais antiga de Belo Horizonte, construída ainda antes da própria cidade. A Praça da Estação, como é mais conhecida, arena das mais importantes manifestações políticas da história de Minas Gerais, recebeu, na noite desta sexta (16) o trem da democracia com o grande ato Minas Pelas Diretas Já. Precisamente, não um trem e sim um trio elétrico carregado de artistas, políticos, líderes dos movimentos sociais e um comboio de 40 mil pessoas em coro pela saída imediata de Michel Temer da presidência do país e pela realização de eleições.  

A UNE, que realizou evento junto com a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, também ocupou a praça com os estudantes de todo o país, que estão participando do congresso da entidade em BH. A presidenta Carina Vitral, que conduziu o ato, aproveitou para se despedir da liderança do maior movimento de juventude do país:

“Essa é a minha última manifestação como presidenta da UNE. Queria dizer que fechamos com chave de outro dois anos de luta, dois anos de mobilizações e intensas passeatas logo em um grande ato. Deixamos aqui um grande Fora Temer e o grito de Diretas Já. A nossa geração vai assumir esse país e, pelas nossas mãos, será conquistado o nosso futuro”, disse.

O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que tem se manifestado como pré-candidato à presidência da república, disse que o Brasil atualmente segue um caminho de tragédia: “A política precisa desesperadamente do povo nesse momento, dos seus trabalhadores, dos seus sindicatos, das associações, dos estudantes e da juventude ocupando as ruas”, convocou. Durante o Congresso da UNE, Ciro lançou  o Projeto Brasil Nação, uma proposta de agenda econômica e social para o país.   

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, afirmou que o ato foi mais um passo na construção de uma saída popular para a crise do Brasil: “Temer nunca teve legitimidade e agora perdeu a condição política de governar. Diretas Já é a bandeira que unifica a maioria do povo brasileiro e os movimentos sociais e norte a sul. As Diretas Já têm que vir com direitos. Diretas para barrar a reforma da Previdência, diretas para barrar a reforma trabalhista. É só na rua que vamos fazer isso virar realidade”, lembrou.

Presidenta da UNE, Carina Vitral, pediu eleições diretas

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado geral da presidenta Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo (PT), também afirmou que a mobilização pelas Diretas Já rompeu o campo apenas da esquerda e se torna uma bandeira ampla de toda a população do país, assim como aconteceu em 1984, no fim da ditadura militar. “A cada dia que passa mais pessoas se convencem que Temer não pode ficar no governo. É o povo que tem de escolher quem fica no poder, por isso Fora Temer e Diretas Já”, conclamou.

O ato também teve a participação de dezenas de artistas de Minas Gerais como Fernanda Takai, Flávio Renegado, Maurício Tizumba, Marina Machado, Aline Calixto e Pedro Morais. Os shows começaram após uma passeata dos estudantes e dos movimentos sociais na cidade saindo da Escola de Direito da UFMG e seguindo até a Praça da Estação. O Congresso da UNE continua neste sábado, no ginásio do Mineirinho, com a votação das resoluções da entidade e a definição dos seus rumos no próximo período. No domingo será realizada da nova presidência e diretoria da UNE.

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