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As caras da democracia no histórico 20/8 em São Paulo

21/08/2015 às 0:33, por Cristiane Tada e Sara Puerta .

Conheça um pouco a opinião de quem foi a passeata do dia 20 de agosto na capital paulista

Foram 100 mil pessoas e uma enorme pluralidade. Crianças, idosos, skatistas, metalúrgicos, professores e famílias inteiras que, apesar da garoa fria que caía na noite dessa quinta-feira (20) e da caminhada longa do Largo da Batata, na Zona Oeste da capital paulista, até o Masp, na Avenida Paulista, foram as ruas para dar o seu recado. Nas suas vozes, a defesa da democracia e uma resolução para a crise à esquerda, com saídas populares poupando trabalhadores, estudantes e os mais pobres.

A juventude fez barulho por todo o percurso. Baterias e palavras de ordem criticavam principalmente o corte de verbas na educação.

A estudante de Ciências Sociais, Gabriela Freller, da maior universidade do país, a USP, declarou que o principal motivo de participar do ato é por reconhecer que atualmente há uma crise política no país e que a saída deve ser à esquerda. “É nesse momento que não devemos ter mais ataques aos nossos direitos”.

O funcionário do Metrô, Lucas Alonso, que fez questão de participar da manifestação do dia 20, destacou: “É visível a diferença entre as propostas concretas do ato de hoje em comparação as que pedem impeachment, que simplesmente berram reivindicando medidas retrógradas”.

A DITADURA REAL

A estudante secundarista do Colégio São Domingos, Isadora Viana de Matos Terra Sarabi, 17 anos, afirmou que estava na marcha porque as medidas que estão sendo tomadas pelo nosso governo não vão de acordo com as necessárias para o povo. “Estamos aqui para lutar pelos direitos do trabalhador, do jovem, do jovem pobre em especial, das pessoas que realmente vivem numa ditadura, porque da forma que está não tem como continuar e se é só na rua que o governo entende que a gente quer mudança é para a rua que a gente vai e é aonde vamos mostrar o quanto a esquerda quer mudança para ajudar quem realmente precisa”, bradou.

Junto com ela, o estudante do Colégio Giordano Bruno, Sérgio Tardeli, 17 anos, ressaltou que é preciso lutar contra a investida conservadora. “Só a possibilidade deles falarem de golpe já é uma ofensa muito grande contra a democracia e isso já é motivo para estarmos muito unidos. A junção dos trabalhadores e do movimento popular tem que aparecer na rua”, disse.

Já o estudante de Análise de Desenvolvimento de Sistema da FATEC Guaratinguetá, Tales Fernando Ferreira Lobo, 25 anos, afirmou que veio sozinho se somar ao ato para protestar contra o ajuste fiscal e pela implementação efetiva dos 10% do PIB para a educação.

Para a estudante de pré-vestibular, Aroana Soares Silveira, 19 anos, o ato era uma resposta ao outro realizado no último domingo. “Eles pediram várias coisas absurdas, como a intervenção militar, estamos aqui em resposta a isso. Eu tenho várias críticas ao governo, mas pedir impeachment não tem nada a ver”.

A psicóloga Dagmar de Abreu (foto abaixo), 70 anos,  vencia o cansaço da caminhada puxada e apesar da artrose na perna esquerda, disse que tinha que estar na rua hoje. “Eu estou nesta briga contra a repressão desde 1968. Sempre na luta pelos mais pobres, não tinha como não vir hoje. Amanhã eu posso descansar, hoje não”, afirmou.

Dagmar

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