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Após 22 dias, MTST encerra ocupação na Paulista com saldo vitorioso

10/03/2017 às 16:34, por Da Redação Foto: Guilherme Stutz/Futura Press.


Reivindicação da retomada da contratação de moradias populares do Programa Minha Casa Minha Vida foi aceita pelo governo

Na última quarta-feira (8), em meio às manifestações pelo Dia Internacional da Mulher, trabalhadoras e trabalhadores do MTST de São Paulo mostraram, mais uma vez, que lutar vale a pena. Após 22 dias de ocupação na Avenida Paulista, coração financeiro do país, o movimento saiu vitorioso com sua reivindicação atendida: haverá retomada da contratação de moradias populares pela faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida.

Segundo o MTST, o compromisso foi firmado em reunião com o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), e prevê a publicação, ainda neste mês de uma nova resolução para os projetos e a imediata retomada das contratações de moradias para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil.

”Foram 22 dias de muita resistência, formação e cultura. Agradecemos a todas e todos que contribuíram de algum modo com esta grande luta”, afirmou em nota, o MTST.

Durante todo o período de ocupação, artistas, populares, intelectuais, religiosos e representantes de vários setores da sociedade civil marcaram presença para apoiar a luta dos trabalhadores.

A presidenta da UNE, Carina Vitral esteve presente e ministrou uma aula pública no acampamento e falou um pouco sobre a situação da educação no nosso país.

Para ela, os movimentos estão trazendo um novo significado para a Avenida Paulista.

”Estamos transformando esta avenida num lugar das reivindicações das causas populares” disse.

ENTENDA

A ocupação teve início no último dia 15 de fevereiro, após um grande ato realizado na Avenida Paulista, com cerca de 20 mil pessoas. O MTST criticava as mudanças no Minha Casa, Minha Vida, que prejudicaram a faixa mais pobre da população. O teto para acessar o programa havia passado de R$ 6.500 para R$ 9.000 e os limites no valor dos imóveis também haviam aumentado no caso de contratação da unidade habitacional com o uso do FGTS.

‘O MTST sabe que ganhou uma batalha, mas estamos em meio a uma dura guerra. Por isso, nossa luta não pára por aqui. Seguiremos nas ruas contra todos os ataques a direitos realizados pelo governo Temer e em luta pela democracia. Não dissemos “adeus” à Paulista, mas só um “até logo”, enfatizou a nota divulgado pelo movimento.

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