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Ampliação do ensino superior é passaporte para o mercado de trabalho

17/10/2018 às 14:33, por Renata Bars.


Análise do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) aponta que novas vagas só foram possíveis devido ao aumento de oportunidades para profissionais com terceiro grau completo

A ampliação da educação superior é uma realidade nas nações desenvolvidas, e um país que deseja avançar precisa investir nesta área. Nos últimos anos, o Brasil tem feito importantes avanços com a criação do Prouni, Reuni e a valorização das universidades federais, mas ainda é preciso fazer mais.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2016, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que apenas 15,3% dos brasileiros têm ensino superior completo. Já em 2017, uma análise da Assessoria Econômica do Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior (Semesp) baseada no levantamento dos microdados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged) aponta que 35.612 novas vagas de trabalho com carteira assinada em fevereiro daquele ano só foram conquistadas em função do aumento de vagas para profissionais com ensino superior.

Para a presidenta da UNE Marianna Dias neste período eleitoral é importante levar em consideração o panorama da universidade brasileira para escolher propostas efetivas para o ensino superior.

”Tudo aponta para a necessidade de valorização da universidade. Por isso, buscar propostas que estejam comprometidas com a educação, com o tripé pesquisa-ensino-extensão, e, consequentemente com a entrada do jovem no mercado de trabalho é primordial para o crescimento do nosso país”, falou.

As propostas para o ensino superior nestas eleições

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, candidatos à presidência, tem propostas distintas para esta área da educação.

Enquanto o primeiro promete criar um novo padrão de financiamento para que a educação receba o equivalente a 10% do PIB, com especial atenção às universidades, o segundo fala em inverter a pirâmide de investimentos atual, passando a gastar mais com a educação básica e menos com o ensino superior.

”Gastar menos com a educação superior não pode ser considerada uma solução. Hoje estamos numa situação que não temos como manter as universidades funcionando. A EC 95 congelou os investimentos. De 2014 pra cá perdemos 20% do orçamento de custeio e 80% do investimento. Precisamos de aporte financeiro e não de cortes”, avaliou a presidenta da UNE.

Para ela, manter programas que aumentem o acesso também é importante.

”É essencial a ampliação das possibilidades de acesso às universidades. Enem, ProUni, Sisu, Fies democratizam as universidades e permitem a mais jovens estudar e preparar-se para o mercado de trabalho, especialmente nestes tempos de crise”, disse.

Segundo a pesquisa Pnad, quanto menor o nível de ensino dos candidatos, maior o saldo do desemprego. A análise revelou que as maiores quedas nos postos de trabalho foram para profissionais que tem até a 5ª série incompleta (15.445 vagas, sendo o saldo das 31.766 admissões contra 47.211 demissões). E o ensino médio completo, embora tenha criado 21.907 novas vagas, teve um saldo de desligamentos bem alto: 647.292 postos contra 669.169 admissões.

O que propõe a UNE

De 20 a 22 de julho, mais de 500 lideranças estudantis de todas as regiões do país reunidas em São Paulo durante o 66º CONEG da UNE refletiram as principais preocupações da juventude brasileira diante o cenário crítico de desmonte da educação pública e privada e retirada de direitos da classe trabalhadora.

Ali, os estudantes aprovaram documentos importantes como a Plataforma de Educação, com apontamentos dos anseios da juventude para o ensino superior.

Cumprimento das metas do PNE, maior orçamento para o Plano Nacional de Assistência Estudantil, revogação da EC 95 e a defesa da universidade pública são alguns pontos apresentados.

Você pode conferir a plataforma completa aqui: Resolução Educação – CONEG

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