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Amanda Anderson – candidata a vereadora pelo PDT em Campo Grande (MS)

13/09/2016 às 16:58, por Renata Bars.

Amanda Anderson, mulher transexual, 35 anos, ex conselheira do Conselho Estadual da Diversidade Sexual do Mato Grosso do Sul, atuei como assistente jurídica no Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia do Mato Grosso do Sul, bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue e Direito, Presidente Nacional do PDT Diversidade e também Vice Presidente MT/MS da União Nacional dos Estudantes – UNE.
Desde muito nova enfrento o preconceito por questões de gênero e sexualidade. Agredida fisicamente uma vez e psicologicamente todos os dias, enfrentando uma sociedade por um bem maior, a Dignidade da Pessoa Humana. Me graduei aos 19 anos, enfrentando professores que afirmavam não ser a academia meu lugar, mas que meu lugar seria um ponto de prostituição. Mostrei que podia fazer a diferença, dando inicio a minha trajetória no movimento estudantil, lutando pela inclusão social.
Participei de diversos grupos de trabalho, em parceria com a Defensoria Pública Estadual e os governos municipal, estadual, nacional, nas áreas do Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Social, Juventude, Educação, Saúde e Segurança Publica, espaços estes nos quais pude contribuir diretamente na formulação de políticas públicas, além de palestras em combate a discriminação e em prol dos Direitos Humanos Igualitários.
Participei das principais Conferências realizadas nestes últimos anos, sendo elas: Juventude, Saúde, Direitos Humanos, LGBT, Assistência Social e Segurança Pública.

Por que você escolheu ser candidata?

Nossa capital passou por anos muito conturbados. Cassação do prefeito, assume o vice que estava em conluio com vários vereadores, sendo cassado de igual forma, assim como alguns vereadores, deixando nossa capital intransitável, cheia de buracos e no esquecimento.
Além disso, esta na hora de mulheres transexuais ocuparem seu lugar de direito e falar por si, da mesma forma a inclusão de todos os membros da sociedade, com sua completa diversidade.
A maior repercussão foi pelo pedido, deferido pelo TRE-MS, do reconhecimento de nome social e identidade de gênero respectivos à sexualidade, sendo a primeira a ter esse reconhecimento no estado, abrindo precedente para que as demais ocupem seu lugar de direito.

Qual sua proposta para a juventude?

Reativação dos centros comunitários, trazendo esporte, teatro, música, reforço escolar e demais, visando a socialização dos munícipes mais carentes.
Procurar parcerias com o governo do estado para a ressocialização da juventude privada de liberdade, com cursos profissionalizantes e educação continuada nos presídios.

Qual a sua proposta para Educação?

Os já direcionados à juventude, além da cobrança na execução do Programa Bolsa Universitária, aprovado pela câmara dos vereadores desde 2012 e ainda não executado pela prefeitura municipal.
Criação, em parceria com o Governo do Estado, do bandejão universitário.
Fomentar um projeto de lei municipal para mães lactantes nas universidades, além de berçários, coibindo assim a evasão das novas mamães universitárias.

A favor ou contra o Escola sem Partido?

Contra. Luto ferrenhamente contra as demandas do Projeto Escola sem Partido, incluindo acampar em frente da Câmara dos Vereadores quando da votação da Lei da Mordaça.
Lutamos por uma escola democrática e inclusiva, assim como Darcy Ribeiro e Brizola.

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