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Aldo Rebelo explica ações das Forças Armadas no combate ao Aedes aegypti

22/02/2016 às 11:21, por Rafael Minoro.

Em entrevista ao site da UNE, Ministro faz balanço sobre operação especial e convoca estudantes

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, conversou com o site da UNE sobre o esforço conjunto que as Forças Armadas tem feito junto aos órgãos e autoridades municipais, estaduais e federais na conscientização da população sobre o perigo da proliferação do mosquito Aedes aegypit.

Aldo explicou como tem sido a atuação dos militares na distribuição de panfletos e também na inspeção de residências e terrenos vazios.

O ministro convocou os estudantes e a universidade para ajudarem no combate ao mosquito e disse que o Projeto Rondon pode também ser um importante instrumento para essa luta.

De que forma se dá o trabalho do Ministério da Defesa no combate ao mosquito Aedes aegypti e como se deu o treinamento das Forças Armadas para ajudar nesse processo?

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) já vêm atuando, desde novembro do ano passado, no combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o País, a partir do pedido de apoio dos governos estaduais e municipais. A pedido da presidenta Dilma, nós intensificamos essa ação, em quatro etapas:

1ª: 29/01 a 04/02 – Os efetivos das três forças realizaram um mutirão de limpeza nas 1.200 organizações militares espalhadas por todo o Brasil. O objetivo foi chamar a atenção para os cuidados necessários contra o mosquito, além de eliminar possíveis focos de proliferação.

2ª: 13/02 – Mobilização de 220 mil homens e mulheres da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em 428 cidades em todas as regiões, abrangendo cerca de 3 milhões de residências. Os militares distribuíram material impresso com orientações para que a população se informe e se engaje no combate ao Aedes. Em alguns casos, também houve vistoria dos imóveis na busca de criadouros do mosquito, com aplicação de larvicida e inseticida.

3ª: 15 a 18/02 – Ação de 55 mil militares em cerca de 290 cidades, sob a coordenação do Ministério da Saúde. Os homens e mulheres das Forças Armadas deram apoio aos agentes de saúde, percorrendo as cidades endêmicas. Foram visitados quase um milhão de domicílios.

4ª: 19/02 – Ações de mobilização nas escolas e faculdades de todo o país, em coordenação com o Ministério da Educação e secretarias estaduais e municipais de educação. O objetivo é levar orientação aos alunos que, por sua vez, levarão as informações para suas famílias sobre a importância do combate ao mosquito.

O treinamento dos militares que participaram do combate ao Aedes ocorreu em parceria com as secretarias municipais e estaduais de saúde, porque são eles os agentes públicos responsáveis por essa missão de evitarmos todas as doenças causadas pelo Aedes. Depois desse treinamento, cerca de 55 mil militares se tornaram aptos a continuar atuando no esforço de identificar focos de proliferação do mosquito. Esses homens e mulheres vão estar à disposição dos Estados e municípios para ajudar, no que for possível, a eliminar o Aedes e seus criadouros.

Como tem sido a recepção da população? Ainda existe uma resistência da população para receber não só os militares como os agentes de saúde ou as pessoas já estão mais conscientes do seu papel nesse combate ao mosquito? Como vencer essa resistência?

Nós sempre temos defendido que a população precisa se engajar nessa luta. Se você faz sua parte, mas seu vizinho não faz, não tem nenhum resultado. Combater o mosquito é um dever de todos. E as Forças Armadas são instituições com grande credibilidade e muito respeitadas pelo povo brasileiro. Os militares estão, literalmente, abrindo as portas para a eliminação do Aedes. Nós temos identificado que, quando o agente de saúde está acompanhado de um militar, a entrada nas residências é muito facilitada, ajuda a quebrar a resistência dos moradores.

Uma grande operação foi realizada na semana passada. Como funcionou essa operação, quais foram os objetivos e as metas?

Essa operação, que durou do dia 15 até o dia 18, foi um apoio dos militares das Forças Armadas no trabalho realizado por agentes de saúde que fazem inspeções dentro das residências, para orientar as pessoas e buscar possíveis focos de reprodução do mosquito Aedes. Quando há necessidade, esses militares também fazem uso de produtos químicos para eliminar as larvas e também matar os mosquitos. Todos eles foram devidamente capacitados pelos órgãos públicos da área da saúde. O nosso objetivo é prestar um apoio subsidiário às autoridades de saúde, nos níveis federal, estadual e municipal, que são os organismos responsáveis por esse trabalho de prevenção ao Aedes.

É preciso fazer a consciência do combate ao mosquito chegar com mais força aos jovens e estudantes? Como o senhor acha que os jovens e estudantes podem contribuir no combate ao mosquito? E como a universidade pode também ter mais envolvimento nessa questão de combate ao Aedes aegypti?

Além da mobilização geral, os estudantes nas universidades podem fazer ações independentes, envolvendo os professores, os servidores, via centros acadêmicos e diretórios centrais de estudantes.

As operações do Projeto Rondon 2016 foram lançadas recentemente. O senhor acha que o Projeto poderia ser um caminho para esse envolvimento dos estudantes no combate ao Aedes?

Certamente. Inclusive, tivemos agora no começo do ano duas operações do Rondon, uma em Mato Grosso e outra no Maranhão. As operações promoveram projetos de desenvolvimento econômico, social e de cidadania em quatro municípios de Mato Grosso e em cinco no Maranhão. Foram 24 dias de atuação de 200 rondonistas, jovens universitários que participaram das operações e transmitiram conhecimentos aos agentes multiplicadores de comunidades visitadas. Então, o Rondon é, sem dúvida, uma ótima oportunidade para ajudar a propagar projetos de interesse da sociedade, que ajudam a melhorar a vida das pessoas.

Atualmente, qual o balanço que o Ministério faz do Projeto Rondon e quais são as perspectivas para as próximas operações?

Nós queremos ampliar o alcance do Rondon, para que se tenha um número muito maior de participantes. Esse projeto produz uma experiência mais profunda na nossa maneira de ver o País. É o encontro do Brasil que está na vanguarda com o Brasil que está na retaguarda. O programa representa o Brasil que aprende, que acumula conhecimento e que domina as ferramentas da transformação, em contato com o Brasil que precisa desse conhecimento e dessa transformação.

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