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Alckmin cancela palestra após protesto

19/10/2015 às 15:26, por Gazeta de Taubaté.

Estudantes se manifestaram contra o projeto reorganização das escolas estaduais

Um protesto de estudantes contra a reforma da rede de ensino estadual, na tarde da última quinta-feira (15) , provocou o cancelamento da palestra que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ministraria na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado) em São José, interior do estado.

Cerca de 100 professores, estudantes e pais de alunos ocuparam o auditório da instituição onde, às 17h15, o governador faria a abertura do seminário para discutir práticas de administração pública.

Os estudantes, integrantes da UNE e UEE-SP, receberam ainda o reforço de militantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José e do PSTU.

O grupo, que desde o início da tarde protestava na praça Afonso Pena, na região central, ingressou na instituição sem encontrar resistência dos seguranças. A manifestação aconteceu de forma pacífica.

No momento em que os estudantes ocuparam o palco do auditório, alguns políticos presentes deixaram o local.

Com faixas e megafones, os participantes criticavam a iniciativa do governo Geraldo Alckmin de redistribuir alunos dos ciclos 1 e 2 do ensino fundamental e do ensino médio.

MUDANÇA

Escolas que, até este ano, atendem aos três ciclos, passarão a ofertar vagas em apenas um em 2016. Assim, alguns alunos precisarão se matricular em outra unidade.

“O governador utiliza essa desculpa pedagógica para enganar a população do Estado. Ele, na verdade, quer fechar escolas”, disse a professora da rede estadual Amanda Menconi, ligada à Anel.

“O ato, marcado no mês passado, aconteceria apenas no centro, mas fomos informados que o governador estaria em São José. Assim, estudantes de várias escolas decidiram vir de maneira pacífica”, afirmou o ex-deputado federal Ernesto Gradella (PSTU).

Após 40 minutos, os manifestantes deixaram a Faap. A saída foi negociada pela comandante da Polícia Militar na região, Eliane Nikoluk Schachetti. “Houve um acordo. A polícia precisa garantir o direito dos dois lados envolvidos”, afirmou Eliane.

O ato dos estudantes, marcado para o Dia dos Professores, foi realizado em outras cidades paulistas. Na capital, uma manifestação gerou tumulto no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.

EVENTO

Embora pacífico, o protesto mudou a programação do evento. A palestra do governador, que seria a primeira do dia, acabou cancelada.

Por conta disso, o ex-prefeito de São José, Emanuel Fernandes (PSDB), que seria o último palestrante, abriu o evento. Depois, falou o prefeito de Caraguatatuba, Antonio Carlos da Silva (PSDB).

Entenda o caso

Projeto
Governo pretende separar a partir de 2016 escolas pelos três ciclos de educação: ensino fundamental – anos iniciais e anos finais – e ensino médio. Com a nova proposta, os alunos do ensino médio, por exemplo, passarão a estudar apenas com estudantes deste segmento. O mesmo vale para os demais ciclos

Crítica
Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) afirma que, ao contrário do que a Secretaria de Educação tem dito, a proposta do governo não tem nenhum sentido pedagógico. O objetivo seria enxugar a máquina do estado por meio da demissão de professores. Sindicato aponta que, em todo, 155 escolas seriam fechadas em todo o Estado

Estado
Governo, ao contrário, sustenta que o processo “pretende ampliar o número de escolas com um único ciclo, o que favorece a gestão das unidades e possibilita a adoção de estratégias pedagógicas focadas na idade e fase de aprendizado dos alunos” matriculados em toda a rede estadual

Governo promete debater projeto
A Secretaria de Estado da Educação informou que a reorganização das escolas estaduais da região ainda está sendo planejada, sem qualquer definição concreta.

Ou seja, a pasta não determinou quais escolas terão mudanças nos ciclos inicial e final do ensino fundamental e no ensino médio.

A proposta é de separar os alunos destes ciclos em escolas diferentes. Para tanto, estudantes terão que mudar de unidade para o ano letivo de 2016.

A medida vem sendo criticada por professores, pais e alunos e foi alvo de protestos anteontem e ontem em São José, que culminaram em invasão do auditório na Faap, onde o governador Geraldo Alckmin faria uma palestra.

Na região, o político chegou a reforçar a posição da Secretaria de Educação de que a reorganização ainda está em estudo e que visa melhorar a qualidade do ensino, com melhor aproveitamento das unidades escolares e na distribuição dos alunos.

Ele não quis comentar a invasão na Faap.

Segundo a Secretaria de Educação, haverá reuniões na região para discutir os prós e contras da proposta. As diretorias de ensino têm até o final do mês para encaminhar as mudanças nas escolas.

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