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Ajuste para quem? Austeridade fiscal em pauta no Conune

04/06/2015 às 17:38, por Renata Bars/Juliana Pimenta (Foto).

Debate reafirmou a importância da unidade das forças de esquerda para evitar retrocessos sociais

No último dia 22 de maio, o plano de ajuste anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, impôs um contingenciamento de quase R$ 70 bilhões no Orçamento. O Ministério da Educação foi um dos mais afetados, com um corte de R$ 9,4 bilhões.

Para discutir o assunto, uma mesa no 54º Congresso da UNE, em Goiânia, contou nesta quinta-feira (4) com a presença do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), o representante da CUT (Central Única dos Trabalhadores) Carlos Guimarães, o secretário nacional de Juventude do PPL, Márcio Cabreira, o representante da Unidade Popular pelo Socialismo, Vanderson Pinheiro, e o secretário de Movimentos Populares do PT, Bruno Elias.

Foi consenso entre os debatedores que os movimentos populares devem valorizar a unidade para lutar contra o avanço de medidas que prejudiquem o trabalhador.

“Essa crise que se arrasta há oito anos no mundo teve início nos Estados Unidos, revelando uma fase do capitalismo em que a resposta para as dificuldades se resume a políticas de austeridade que só aumentam o desemprego no mundo”, disse Orlando Silva.

Para Márcio Cabreira, a economia brasileira dá sinais de uma profunda recessão. “Bilhões de reais da nossa economia estão sendo utilizados para pagar juros de banco. Precisamos enfrentar isso com a firmeza necessária e exigir que o pagamento descabido dos juros tenha fim”, enfatizou.

JUROS

A mesa também abordou a decisão recente do Banco Central (BC), que reajustou nesta quarta-feira (3), pela sexta vez consecutiva, a taxa Selic, que define os juros básicos da economia. Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou o índice em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

”Temos que saudar o movimento popular e construir lutas em comum. Uma plataforma não só de resistência, mas que paute a reforma agrária, a reforma política, a democratização da mídia, a reforma tributária e a tributação das grandes fortunas. Essa alta consecutiva nos juros só afeta a juventude e os trabalhadores brasileiros”, comentou Bruno Elias.

No último Conselho de Entidades Gerais, o Coneg da UNE, realizado em março em São Paulo, a entidade aprovou uma resolução de educação, onde se posicionou firmemente em defesa dos direitos estudantis e contra a política de ajuste fiscal do ministro Levy.

“A UNE deve se mobilizar para enfrentar qualquer política de contingenciamento na educação e convocar os estudantes em todas as universidades para assegurar a ampliação das verbas destinadas para a educação brasileira”, afirma trecho do documento.

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